O que significa censura? Sim, porque hoje em dia jornalista não precisa ter responsabilidade, isso é fato, mas quando algum juiz ousa afirmar que sim, pronto: temos um escândalo nacional...
Ricardo Kotscho é entrevistado pelo Jô e diz ao grande público aquilo que o leitor do ImprenÇa já sabia. Regulamentação da mídia não tem nada a ver com censura.
E volta à tona a questão: Responsabilidade x Censura. Não é a primeira vez e, certamente não será a última, que um jornal ou jornalista é proibido judicialmente de 'falar acerca de algum assunto', não são poucas as vezes em que a tal 'censura' é mera falta de responsabilidade...
Plano Nacional de Direitos Humanos ou “a tentativa petista de censura à imprensa” segundo a ImprenÇa, de uma maneira geral. Vejamos o que tanto desagrada nele…
O demônio em forma de gente, filho do demônio em forma de partido, resolveu fazer uma crítica às liberdades editoriais da grande mídia. É o fim do mundo ou não é?!
A frase é do Homer Simpson, mas poderia muito bem ter sido utilizada pela Folha de São Paulo {{CENSURA EU, FOLHA!!!}}, ou pelo Estado de São Paulo…
A nova onda do imperador é dizer que o Jingle Globo 45 anos é / foi uma campanha subliminar da rede Globo à José Serra.
Estava evitando falar desse assunto, digamos, tão pragmático. Mas não dá para evitar, quando um assunto cai nas graças do polvo, só nos resta comentar {{para quem comentou o BBB nem é preciso assim tanto esforço}}.
É claro que não carece de lembranças as tantas difamações do jornal contra a própria Dilma. Não sendo pouco o fato de ter ajudado a ditadura {{não acredite em mim}} ainda resolveu dizer que a ditadura, na verdade, foi uma "Ditabranda":
Em realidade é até justificável que, uma vez percebido o erro de ajudar a ditadura, você chame de Ditabranda, como quem tenta pagar da memória, do legado, as mazelas causadas por um erro crasso como este. É bem verdade que assumir os erros não é o caso da grande ImprenÇa, motivo pelo qual seguem as reiteradas amenizações à ditadura.
Também é verdade que o jornal publicou fatos para lá de excusos e discutíveis, tais como:
Como simplesmente apoiar a ditadura é pouco, a folha fez questão de censurar um outro blog {{CENSURA EU, FOLHA!!}} que fazia críticas. O motivo alegado é meramente artimanha jurídica {{uso indevido da marca}}.
Apesar de tudo isso, Dilma foi à festa dos 90 anos do jornal.
E, ao contrário de meus colegas Maria Frô e Eduardo Guimarães, eu compreendo. Considero extremamente discutível e questionável o pragmatismo político, mas entendo, compreendo e até acho que é uma boa tática. Sim, boa tática.
Afinal a política nada mais é do que uma guerra {{ideológica}}, uma disputa de forças onde um grupo ameaça com algo e outro com outro algo {{que português, bunitu!}}. A verdade é que, esperamos todos que votamos nela, ela tentará {{e, possivelmente, aprovará, embora com restrições}} aprovar um marco regulatório de imprenÇa. Regras para a condução ética do jornalismo.
Não, queridão, não é censura. Leia aqui.
E que melhor argumento contra a frase mais dita pela imprenÇa atual {{regular = censurar}} do que um monte de fotos mostrando a própria presidenta na festa do jornal?! A verdade, pessoas, é que a política é um mundo onde não há espaço para limpinhos. É verdade também que não é preciso ser corrupto para isso. Mas o pragmatismo, as alianças e negociações estarão sempre presentes.
Oposição ou situação, seja o lado qual for, você vai precisar negociar com alguém com quem já disputou. Vai ter de estender a mão para seres que outrora você chamou {{ainda que tenha razão}} de injustos, sem honra ou seja como for que você chame o PMDB {{ato falho, desculpe}}.
Enfim, dá nojo, dá asco, mas é preciso ter o PMDB como aliado no Legislativo, como é preciso ceder às grandes corporações e jornalecos como folha. Faz parte do jogo. Que é sujo por natureza.
E mesmo quem não tem
Coragem pra suportar
Tem que arranjar tambémCoragem pra suportar
Ou entãoVai emboraVai pra longeE deixa tudoTudo que é nadaNada pra viverNada pra darCoragem pra suportar
{{não acredite em mim - Gilberto Gil - ouça a música aqui}}
O jornal “O Estado de São Paulo” traz hoje um editorial criticando o que foi chamado de “movimento contra o golpismo da mídia”. A Folha de São Paulo também publica um artigo sobre o assunto. Calado que me mantive, hoje revelo minha opinião sobre a liberdade da ImprenÇa.
A Assembleia Legislativa de São Paulo foi palco de atos, no mínimo, pouco civilizados. Alguns poucos blogueiros {{quem lá esteve diz ter visto 10 ou 12, no máximo}} se reuniram em local sagrado à democracia para justamente ataca-la.
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| Crédito da foto: Hélio Paz {{não acredite em mim}} |
A foto acima representa bem o que foi o encontro. A senhora de grande oratória e excelente discurso fez apenas algumas críticas pontuais {{todas bem fundamentadas, é bom que se diga}}, como o fato dos participantes estarem ali representando alguns setores da sociedade, setores que pagaram a eles para que ali estivessem.
O evento, supostamente democrático, deixou apenas 10 minutos de fala à crítica enquanto continuadamente a defensora da boa sociedade era cortada. Um absurdo que só mesmo um bando de comunistas poderia exercer.
O evento, pago e financiado por partidos e sindicatos que defendem o imoral e apenas o anti-ético, teve como temas {{imaginem os senhores}} Conselho Estadual de Comunicação, AI-5{{sim, havia uma mesa com este título, saudades da gloriosa ditadura, com toda certeza}}, Educação na Blogosfera e o mais sarcástico Sustentação da Blogosfera - como se não soubéssemos bem quem é que financia essa palhaçada toda {{para quem ainda tem dúvidas, a cocaína boliviana e as FARC colombiana}}.
Muito me assusta que ainda hoje permita-se num ambiente dito democrático a discussão aberta de um MODELO DE CENSURA. Ainda mais preocupante é ver que o evento teve autorização num ambiente onde se fazem as leis, ou ainda que parlamentares participaram deste tipo de discussão, uma lástima, realmente.
Para quem tiver estômago, os vídeos podem ser encontrados em dois sítios na internet {{até que a Polícia Federal tome vergonha na cara e de lá os retire}}:
O evento era tão chapa branca que nenhuma crítica ao governo foi feita. NENHUMA. Como se vivêssemos em um país de maravilhas, tudo o que se viu e ouviu foram elogios e sugestões, bem como gritos que vociferavam contra o pouco de democracia que ainda resta por cá: a editora Abril, o grupo folha e a agência Estado.
Como se fosse gozação ainda enviaram um diploma em meu nome que estou arrolando como provas no processo que estou movendo contra os 'blogueiros progressistas', imaginem, regular a mídia agora é sinônimo de progresso...
É claro que eu não assinei...
Para o 0,001% dos leitores que não entenderam, este post é uma ironia, aos outros o perdão pela explanação
Sabe a liberdade editorial? Então...
Polvilhos e polvilhas,
Primeiro peço mil perdões por decepcioná-los, mas o que direi de agora por diante é uma novidade surpreendente, algo inesperado, daquelas coisas que, de fato, deixam qualquer um de boca aberta ou qualquer outra expressão que você deseje utilizar...
Dilma Rousseff não é um poste.
Incrível, não é mesmo?! A elocução {{desculpa, uso estas palavras para excluir trolls e outros seres incapazes de um dicionário}} era para ver se o eleitor deixava de votar na Dilma por não gostar do Lula. Mais um erro crasso do nosso querido Erra.
Mesmo depois de eleita as insinuações continuavam {{peço desculpas mais uma vez, mas terei que expor manchetes indignas...}}:
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| {{não acredite em mim}} |
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| {{não acredite em mim}} |
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| {{não acredite em mim}} |
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| {{não acredite em mim}} |
Mas {{a vida surpreende, não é mesmo?!}} Dilma não gostou da idéia e agora faz tudo para mostrar que a tese está errada.
Peguemos como exemplo os caças franceses. O que antes estava decidido, Dilma resolveu {{por puro capricho e vontade de provar que não é poste, com toda certeza}} adiar a decisão e ainda disse aos americanos {{porcos capitalistas!}} que aceitaria rever o veto aos caças se o congresso por lá assinar uma carta e topar, em contrato, a transferência total de tecnologia como bem toparam os franceses.
Os milicos brasileiros bem que preferem os caças americanos. A transferência de tecnologia é importante não apenas para o desenvolvimento de soluções tupiniquins mas também economicamente falando. Recentemente o Brasil foi impedido de vender caças aos venezuelanos {{daquele ditador que o PT quer imitar, ao propor censura}} porque um componente do radar dos tais caças {{cujo nome, apropriado à guerra, é Tucano}}era de tecnologia americana e o congresso por lá vetou. Prejuízo? Veja você mesmo:
Ao contrário do título da matéria da folha {{a 2ª citada}} não é um veto sem razões. A razão é óbvia, transparente e retilínea, mas enfim, a questão é outra...
Dilma não apenas reverteu uma situação já mostrada como agora dá sinais de que tem opinião própria sobre os atentados terroristas feitos à época da ditadura {{falo, energúmeno, do DOI-CODI}}, um verdadeiro absurdo.
Peguemos como exemplo os caças franceses. O que antes estava decidido, Dilma resolveu {{por puro capricho e vontade de provar que não é poste, com toda certeza}} adiar a decisão e ainda disse aos americanos {{porcos capitalistas!}} que aceitaria rever o veto aos caças se o congresso por lá assinar uma carta e topar, em contrato, a transferência total de tecnologia como bem toparam os franceses.
Os milicos brasileiros bem que preferem os caças americanos. A transferência de tecnologia é importante não apenas para o desenvolvimento de soluções tupiniquins mas também economicamente falando. Recentemente o Brasil foi impedido de vender caças aos venezuelanos {{daquele ditador que o PT quer imitar, ao propor censura}} porque um componente do radar dos tais caças {{cujo nome, apropriado à guerra, é Tucano}}era de tecnologia americana e o congresso por lá vetou. Prejuízo? Veja você mesmo:
Quatro anos depois de ter bloqueado a venda de aviões Super Tucano, da Embraer, para a Venezuela, o governo dos Estados Unidos concluiu que a transação com o grande desafeto do governo americano na América do Sul não significaria um apoio político do Brasil ao regime de Hugo Chávez.
{{não acredite em mim}}
O embate ideológico que opõe os Estados Unidos à Venezuela pode gerar um prejuízo expressivo ao interesse comercial brasileiro. Sob o argumento de que os aparelhos contêm tecnologia norte-americana, o governo do presidente George W. Bush cria dificuldades para a venda de 36 aviões de defesa da Embraer ao país de Hugo Chávez, negócio de US$ 500 milhões
{{não acredite em mim}}
Ao contrário do título da matéria da folha {{a 2ª citada}} não é um veto sem razões. A razão é óbvia, transparente e retilínea, mas enfim, a questão é outra...
Dilma não apenas reverteu uma situação já mostrada como agora dá sinais de que tem opinião própria sobre os atentados terroristas feitos à época da ditadura {{falo, energúmeno, do DOI-CODI}}, um verdadeiro absurdo.
Eu leio a Veja, votei em Dilma e quero meu poste de volta!!
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| Cuidado, seu Frias, é uma armadilha |
Quando Dilma foi à festa dos 90 anos da folha de São Paulo, um alvoroço instaurou-se na blogosfera auto-proclamada progressista {{não, não me excluo dela}}. Alguns companheiros acharam que era um absurdo a ida da presidentA ao órgão que a caluniou de forma mais vil {{embora não seja nem de perto o veículo que mais a caluniou}}, já que comparou uma torturada pelo golpe militar com Osama Bin Laden {{terrorista, uai}}.
Não demorou, no entanto, para que Dilma saísse da toca e desse entrevista em alguns veículos de comunicação. Lá foi Dilma à Ana Maria Braga, à Hebe. Dilma, que até pouco tempo atrás não conseguia abrir a boca sem que o Lula lhe dissesse aquilo que deveria ser dito, hoje é sinônimo de oposição a Lula.
O óbvio está posto. O que, de fato, me causou certa estranheza eram as poucas entrevistas dadas pela presidentA no início do mandato. Como vimos, isso acabou. E se Lula aproveitou para disparar o dinheiro publicitário em direção à pluralização dos meios de comunicação, Dilma faz isso de modo explícito ao vivo.
E o que diz a folha?
Dilma para todos
Presidente deveria adotar a prática usual em democracias de dar entrevistas coletivas regulares para conferir mais transparência a seu governo {{não acredite em mim - só para assinantes}}
A relação de forças é bastante clara. E para os companheiros que discordam deste pobre Caipira eu dou logo a letra: Dilma fez um discurso sem sal, sem sabor e sem conteúdo para a folha de São Paulo. Disse o que precisava dizer para não ser acusada de promover picuinha.
E quem é que pode acusar Dilma de não dar entrevistas? A folha, claro, queria mais. Queria, talvez, uma exclusiva. E como não se pode dizer isso claramente, porque pode-se ser acusado de fazer picuinha, a folha, corajosa como sempre e óbvia como nunca, faz um editorial criticando:
Uma forma de incrementar essa interação é o estabelecimento de entrevistas coletivas. Num encontro digno do nome, o acesso é franqueado à mais ampla gama de veículos, o governante escolhe quem lhe fará perguntas que ele não conhece de antemão e a praxe concede muitas vezes ao jornalista o direito de reperguntar.
A folha cita os EUA mas sabe bem que por lá os jornalistas não tem a chance de 'reperguntar' {{de onde veio essa palavra?}}. Aliás é até simples entender o porque da praxe ser uma pergunta por jornalista. Quanto mais 'ampla gama de veículos' mais perguntas existirão e, portanto, menos tempo haverá para cada resposta. Ou seja, nem mesmo na reivindicação a folha consegue manter um argumento que faça sentido.
Primeiro é preciso esclarecer que não sou dos mais chatos com a televisão. Não acho que a Globo seja o demônio em forma de empresa, nem considero que o Big Brother Brasil é das coisas mais asquerosas da televisão. Nem poderia.
Quem já viu o programa do Ratinho chamando casais para discutirem DNA ao vivo não pode dizer que o BBB é o pior da TV. Quem já viu o Super Pop discutindo se é certo ou não ser gay, não pode dizer isso. Quem já viu o Caldeirão, não pode dizer isso {{ok, essa foi só pelo jabá}}. Quem já viu o Datena dizendo que bandido tem de morrer, simplesmente não pode dizer que o BBB é o pior da televisão. Alguém aí se lembra de "Aqui e Agora"?!
Quem já viu o programa do Ratinho chamando casais para discutirem DNA ao vivo não pode dizer que o BBB é o pior da TV. Quem já viu o Super Pop discutindo se é certo ou não ser gay, não pode dizer isso. Quem já viu o Caldeirão, não pode dizer isso {{ok, essa foi só pelo jabá}}. Quem já viu o Datena dizendo que bandido tem de morrer, simplesmente não pode dizer que o BBB é o pior da televisão. Alguém aí se lembra de "Aqui e Agora"?!
Por outro lado, é como a passagem de ônibus em São Paulo: pode até existir outras mais caras {{embora proporcionalmente eu acho bem difícil}}, isso não faz a do Kassab ser baixa.
Estive lendo um artigo no Observatório da Imprensa {{não acredite em mim}} do qual destaco:
De fato. Deveria ser a obrigação de qualquer um que pensa o país. Isso não é fator que impede alguém de ver o tal programa {{embora eu mesmo ache que não tem graça, mas é outra questão, se eu gostasse assistiria...}}. Apenas é preciso fazer como fazemos ao ler a Veja ou a folha: usar o cérebro.
É possível que algum leitor pense como eu e diga: Ora, se é para pensar eu desligo a TV. De fato, é isso mesmo. Mas também não é preciso muito raciocínio, apenas ligar o censo crítico bastaria. E por favor, não tenha a ilusão de que você assistindo estará ajudando o programa a se manter no ar, porque a questão é mais embaixo...
fazer a crítica a esse perverso programa não é coisa de pseudo-esquerda. Deve ser obrigação de qualquer um que pensa o país.
De fato. Deveria ser a obrigação de qualquer um que pensa o país. Isso não é fator que impede alguém de ver o tal programa {{embora eu mesmo ache que não tem graça, mas é outra questão, se eu gostasse assistiria...}}. Apenas é preciso fazer como fazemos ao ler a Veja ou a folha: usar o cérebro.
É possível que algum leitor pense como eu e diga: Ora, se é para pensar eu desligo a TV. De fato, é isso mesmo. Mas também não é preciso muito raciocínio, apenas ligar o censo crítico bastaria. E por favor, não tenha a ilusão de que você assistindo estará ajudando o programa a se manter no ar, porque a questão é mais embaixo...
A questão, senhoras e senhores, é que a população menos crítica, menos culta, menos estudada, menos ____ {{coloque ali um adjetivo qualquer}} vê o que a televisão passar. Não importa. É divertido? A galera vê. Simples assim.
E não acho que seja função da rede Globo educar. Mas deveria ser função do governo proibir que a Globo incentivasse práticas, digamos, contraditórias, tal como o da foto acima.
Fosse a Globo dotada de bom senso e teria dito para a participante sair do programa ou exigido que ela fizesse uma pesquisa e demonstrasse publicamente os males que o uso de anabolizantes podem fazer {{ia ser divertido ver a tal "Maria" tendo que ler um livro e resmungando pelos cantos, como não?!}} ou qualquer coisa do tipo 'vamos salvar a imagem do programa e, de quebra, sair como bonzinhos'.
Mas ela não é dotada de bom senso. Nem eu sou ingênuo a ponto de achar que ela deveria ser. Não. O governo {{sim, porque a televisão é concessão pública, pesquise o termo concessão no dicionário}} deveria estipular alguma regra deste tipo. Lembram da tal censura petista?! Então...
Mas não posso concordar com a impressão geral que tive do texto do Observatório, a de que são todos coitadinhos: telespectadores, participantes, apresentador. A única culpada parece ser a rede Bobo Globo de televisão. Aí não, que não nasci ontem.
Fato é que em algum nível os participantes fazem mesmo qualquer coisa pelo milhão. Mas poderiam fazer 'qualquer coisa' diferente. Por exemplo: numa prova qualquer de líder onde todos tem de ficar em pé horas e horas os caras poderiam fazer um sorteio qualquer {{dois ou um}} e o vencedor seria o líder, todos os outros desistiriam e pronto. 5 minutos de prova e um Boninho irado. Subverter a lógica vigente.
Não creio e digo sinceramente, que o Boninho poderia eliminar todos os participantes de uma só vez. Mas para pensar em subverter a lógica é preciso um mínimo de educação política, de senso crítico.
Mas os participantes são regidos por outra lógica: dinheiro e bunda. Ou variantes do mesmo tema. Em geral é disso que é composto o pensamento da classe média alta, que é de onde chegam a maior parte dos tiozinhos enjaulados...
São seres que leem a Veja, assistem o BBB e querem ser iguais. Vítimas? Pode ser, mas não do BBB. O BBB apenas dá seguimento a esta lógica. A Globo não é a única nem a maior culpada. A culpa é sua. é minha. A culpa é da sociedade pensante que não exige regras claras para as concessões públicas. A culpa é dos políticos {{clichê?!}} que nós colocamos lá.
O Big Brother não é mais estúpido do que uma propaganda de cerveja. Não é mais emburrecedor do que um jornal que dá mais importância ao SPFW do que ao aumento nas passagens de ônibus, simplesmente porque quem aumentou paga em publicidade.
Eu não assisto o BBB, mas não acho que ele seja o demônio. Só acho chato mesmo.
E medo, muito medo, de quem acha que discutir a legalização disso ou daquilo é fazer apologia a isso ou aquilo. Simplesmente patético, risível, desesperador.
FERNANDO DE BARROS E SILVA
Fumaça democrática
SÃO PAULO - Em nome da manutenção da ordem e da legalidade, a PM patrocinou uma enorme desordem na tarde de sábado, em São Paulo, transformando a região da avenida Paulista e da rua da Consolação num campo de batalha.A tropa de choque investiu contra aqueles que defendiam a legalização da maconha com balas de borracha e gás lacrimogêneo, distribuindo cacetadas em manifestantes que corriam. Disseminou-se pelas ruas um clima de pânico. Pessoas que nada tinham a ver com o ato foram atingidas pelo gás, nos carros ou nas calçadas.As imagens e relatos não deixam dúvidas de que houve uso abusivo da força. O xis da questão, porém, está na decisão judicial infeliz que deu respaldo à ação da polícia.O desembargador Teodomiro Mendez, do TJ-SP, decidiu proibir a manifestação na véspera de sua realização. Alegou que o ato "não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha". Disse ainda que os "indícios de práticas delitivas no ato favorecem a fomentação do tráfico de drogas, crime equiparado aos hediondos".Pois bem: apesar da repressão tão veemente da PM, quantas pessoas foram presas no sábado por fumar maconha? Nenhuma, embora algumas tenham sido detidas, por razões pouco claras. Onde está, então, o "uso público coletivo de maconha", alegado pelo magistrado? Eis um caso típico de censura prévia praticado por um juiz conservador, que confunde o direito constitucional à livre manifestação com a apologia do crime.Quem decide ir à rua para defender a legalização da maconha não está fomentando o tráfico de drogas, como sentencia o juiz, mas exatamente o contrário.A ação desmedida da PM deve dar fôlego ao movimento que defende a descriminalização da droga. A decisão do doutor, que provocou a confusão, deveria ampliar o debate sobre a liberdade de expressão, ainda tão acanhada.
{{não acredite em mim - folha para assinantes}}
A matéria da folha pode ser lida aqui
RÉPLICA
Pesquisa fundamenta enredo de telenovela
Autor de "Amor e Revolução" responde a critica de colunista da Folha publicada há duas semanas na Ilustrada
VEROSSIMILHANÇA É DEMONSTRADA POR MEIO DOS DEPOIMENTOS REAIS AO FINAL DE CADA CAPÍTULO
TIAGO SANTIAGO
ESPECIAL PARA A FOLHA
O crítico tem direito de não gostar, mas o jornalista tem compromisso com a verdade.
O colunista Fernando de Barros e Silva errou ao avaliar a novela do SBT "Amor e Revolução" ("Aposta do SBT não vale como ficção nem como documento", Ilustrada, 10/4/2011).
Afirmou que "antes do golpe de 1964 (...) não havia guerrilha no Brasil". Mas não é o que diz Elio Gaspari, em "A Ditadura Derrotada", capítulo "Pelas Barbas de Fidel": "No início de 1962, uma nova organização esquerdista recebera a bênção cubana.
O Movimento Revolucionário Tiradentes planejava a montagem de um dispositivo militar espalhado por oito áreas de treinamento em sete Estados".
Também Jacob Gorender, em "O Combate nas Trevas", diz que "a direção do MRT comprou algumas fazendas e instalou nelas campos de treinamento de guerrilha".
Em 4 de dezembro de 1962, "O Estado de S. Paulo" noticiava que "os órgãos de segurança haviam descoberto um campo de treinamento (...) Ali foram presos vários militantes do MRT".
Depois que Fidel Castro tomou o poder em 1959, muita gente sonhava em fazer o mesmo no Brasil, antes do golpe militar.
Fernando de Barros e Silva errou de novo ao afirmar que "a tortura ... só seria adotada pelo regime de modo sistemático depois do AI-5, em 1968". O colunista desconhece as reportagens sobre torturas de Marcio Moreira Alves, no "Correio da Manhã", em 1964, e o livro "Torturas e Torturados", do mesmo autor, publicado em 1966. Alves cita "torturas praticadas em larga escala por quase todo o Brasil" e diz que "eram tantas as descrições, tão pavorosos os sofrimentos... que não conseguiam mais indignar".
Também Elio Gaspari, na cronologia de "A Ditadura Envergonhada", afirma que há 203 casos de denúncias de torturas em 1964.
Além de escritor, tenho mestrado em sociologia e estou há meses pesquisando para escrever "Amor e Revolução", novela que tem a responsabilidade de contar bem essa história para milhões de brasileiros.
A verossimilhança da novela é demonstrada por meio dos depoimentos reais ao final de cada capítulo.
CONFUSÃO
"Amor e Revolução" conta com a realização magistral de Reynaldo Boury, um dos responsáveis pela novela brasileira ser hoje o que é, um nome que inspira respeito em quem realmente tem conhecimento sobre TV.
O próprio crítico equivocado é forçado a reconhecer a aparência de superprodução, resultado do esmero na direção de arte e pesquisa.
Quem "confunde dados históricos" não é o enredo, e sim Fernando de Barros e Silva. Sua crítica, de tão errada, seria uma piada, se o assunto não fosse sério.
Mudando de assunto: a tentativa de censura da novela é inconstitucional [uma associação de militares da reserva pediu neste mês ao Ministério Público Federal a retirada da novela do ar; o pedido foi negado]. E a novela não denigre as Forças Armadas, na medida em que mostra herói militar, democrata, e vários outros militares a favor da legalidade.
TIAGO SANTIAGO é autor de "Amor e Revolução" (SBT, seg. a sex., 22h15).
{{não acredite em mim - folha para assinantes}}
Após proibição da Justiça, Marcha da Maconha em São Paulo vira ato por liberdade de expressão
Guilherme Balza Do UOL Notícias Em São PauloA divulgação da mudança no teor do ato está sendo feita por Facebook, Twitter e outras redes sociais, além da distribuição de panfletos. A alteração na proposta será apreciada amanhã, antes do protesto, pelos ativistas que estiverem na avenida Paulista. “Vamos estar no Masp para mostrar o nosso completo desacordo com a decisão da Justiça de São Paulo. Mas nossa decisão [de mudar a proposta do ato] precisa ser submetida às pessoas que vão estar lá amanhã”, afirmou Júlio Delmanto, 25, organizador do evento.Após a Justiça proibir a realização da Marcha da Maconha em São Paulo, os organizadores decidiram substituir o protesto por um ato em defesa da liberdade de expressão. O horário e local do ato --no sábado, a partir de 14h, no vão do Masp-- foram mantidos, mas em vez de pedirem a legalização da droga, os manifestantes vão usar colocar mordaças, narizes de palhaço e roupa preta para criticar a decisão judicial.NO TWITTERMensagem da organização da marcha no Twitter após a proibição
A decisão da proibição foi tomada pela 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. No final de abril, um grupo de 17 pessoas havia conseguido na Justiça a liberação para participar do evento, mas a decisão foi revertida hoje, a menos de 20 horas do protesto, após pedido do Ministério Público. No último dia 7, três jovens foram detidos enquanto divulgavam a marcha.
Na decisão judicial, o relator do processo, desembargador Teodomiro Mendez, afirmou que o protesto incentivaria o tráfico de drogas. “O evento que se quer coibir não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha, presentes indícios de práticas delitivas no ato questionado, especialmente porque, por fim, favorecem a fomentação do tráfico ilícito de drogas.”
A proibição da marcha em São Paulo tem sido recorrente nos últimos anos. Organizadores e Ministério Público travam verdadeiras guerras de liminares em torno da marcha. Neste ano, a Justiça proibiu a realização da marcha em Belo Horizonte, Curitiba e em outras capitais. Entre maio e julho, a organização da marcha convocou cerca de 20 protestos nas principais cidades do país.
Relação com a PM
Segundo Delmanto, o comando da Polícia Militar se reuniu hoje, antes da decisão judicial, com os organizadores da marcha. No encontro --o primeiro na história entre a organização da marcha e a PM--, os policiais afirmaram, de acordo com o ativista, que não iriam coibir o ato e que fariam a segurança dos manifestantes. Com a proibição, Delmanto aposta no diálogo com a polícia para evitar um possível confronto.
“Já somos um setor estigmatizado pela sociedade. O pior para nós seria um confronto com a polícia. O que estamos avaliando é que qualquer decisão tomada amanhã será em comum acordo com a PM. Acho que não terá confusão, porque há uma disposição mútua da polícia e dos organizadores de não criar problemas”, diz o ativista.
NO FACEBOOKMensagem que está circulando no Facebook propondo a marcha por liberdade de expressão
A expectativa dos organizadores era reunir entre 1.500 e 2.000 manifestantes, mas, com a proibição, a projeção é que o número seja menor. De acordo com Delmanto, a organização irá levar centenas de narizes de palhaços, mordaças e cartazes com mensagens contra a censura. “Eles censuraram o evento na véspera, sendo que o ato está marcado há meses”, diz o manifestante.
“Nos proibiram de protestar no mesmo lugar em que semanas atrás um grupo de neonazistas teve proteção policial para se manifestarem”, afirma Delmanto, em referência ao ato realizado em 9 de abril, no Masp, por apoiadores do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).
{{não acredite em mim - Uol}}
Em entrevista à CNT José Serra faz críticas à ImprenÇa e diz que apresentadores repetem argumentos petistas, depois da entrevista sua campanha confisca a fita das gravações…
Quando o Twitter apareceu com o #folhafacts os jornalistas da folha saíram com um #jornalistasdeverdade como se atender aos interesses da família Civita fosse fazer jornalismo de verdade e...Epa! Tem toda razão! Jornalismo falseta é esse que a moça abaixo apresentou...
Âncora de Tv se demite para participar de protestos no Egito
Figura emblemática do canal oficial egípcio Nile TV, a âncora Shahira Amin, 51, se demitiu por discordâncias políticas e decidiu aderir aos protestos na praça Tahrir, no centro do Cairo. "Segui meu coração", disse. Desde os anos 90, Amin é o rosto do telejornal em inglês da TV oficial do Egito, a Nile TV. Na quinta passada, a censura bateu à porta. Obrigada a ler no ar comunicados que, diz, distorciam os protestos pela deposição do ditador Hosni Mubarak, ela decidiu pedir demissão. Desde então, passa todos os dias pela praça Tahrir, coração do Cairo e dos protestos. "Minha demissão foi espontânea", conta. "Na quinta-feira, eu dirigia para o trabalho, como sempre, quando minha chefe me ligou e perguntou onde é que eu estava, porque eu entraria no ar em breve. Respondi que estava atrasada, pois havia muitas blitze nas ruas. [...] Estacionei meu carro num lugar perto da TV e da praça Tahrir. Quando ouvi os manifestantes, me uni a eles. Da multidão, enviei um SMS ao presidente do canal dizendo: "Perdão, mas estou do lado do povo, e não do regime"."
{{não acredite em mim - folha}}

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