Motofaixa para quê? Vamos de burro mesmo…



         Há algum tempo atrás, quando eu ainda tinha esperança na humanidade, escrevi um post sobre um certo André Pasqualini, que não por acaso se chamava “A inteligência alheia”, mas que deveria se chamar “A falta de inteligência do alheio”. Pois que ontem o rapaz voltou a demonstrar toda sua clareza e esperteza a respeito da humanidade.
        É compreensível que um motorista de carro ou mesmo que um ciclista não goste de motociclistas. Os rapazes se matam, literalmente, por um quinhãozinho qualquer e acabam por infernizar a vida de todos ao redor, e a deles mesmos.
         Por considerar que o blog {{como deveria ser um jornal de razoável relevância}} é um espaço público, não digo as besteiras que me vêem à cabeça. Eu paro, penso e pesquiso um mínimo que seja, antes de abrir a boca.
         Foi por isso que escrevi um post chamado “Motoqueiros e o salário fantasma” eu estava literalmente irado com um desses malucos que simplesmente ignorou meu espelho retrovisor e foi-se embora sabe deus para onde.
         Mas ao escrever o post eu verifiquei que esses malucos não ganham um salário fixo {{na verdade ganham, mas é ínfimo}} e que o dinheiro deles chega conforme o número de entregas que o cara faz.
          Compreendi então que era injusto vir a público xingar o cara que quebrou meu espelhinho sabendo que ele estava literalmente arriscando a própria vida {{o post mostra que são cerca de 25 acidentes graves por dia em São Paulo}} por menos de um salário mínimo.

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            Bem, mas vamos ao nosso querido André Pasqualini.
“A moto é um subproduto do carro, feita para andar onde o carro anda. Toda segregação tem de ter como objetivo a segurança e o fomento de um modal de transporte. Ciclovias e ciclofaixas estimulam mais pessoas a pedalar, melhorando o ar da cidade, o trânsito e trazendo saúde para a população. Corredores exclusivos de ônibus servem para dar preferência ao modal que deveria ser prioridade na cidade. Agora, para que incentivar uso da moto?”
           Alguém precisava avisar o tal menino {{a esta altura o trato como menino mimado}} que ninguém inventou a “motofaixa” para incentivar o uso das motocicletas.
           O mundo não funciona como nós gostaríamos, mas como ele é. E por mais que o André sonhe com toda a humanidade usando bicicletas ao invés de carros, ou indo a pé para os trabalhos, infelizmente nem toda burocracia pode ser resolvida via internet / telefone / fax e muita gente não pode se locomover para, por exemplo, entregar um extrato no banco.
           É aí que entram os motoboys. Não porque as pessoas querem evitar o trânsito {{sim, trolls idiotas, algumas pessoas usam motos para evitar o uso de carro, mas a porcentagem é irrelevante}} mas porque seu serviço é presencial e requer velocidade e rapidez.
           É claro que poderíamos abolir de vez o mundo civilizado e andarmos todos de jumento {{trocadilhos são permitidos}} mas acredito que seja um tanto difícil…
estados_unidos_se_preparam_para_indavir_cearaComo seria o mundo se André Pasqualini fosse Deus
           Os argumentos do sujeito são ainda melhores:
“percorra as Marginais num dia sem trânsito, dentro do limite, e conte quantos veículos ultrapassam o seu. Fiz isso e fui ultrapassado por um número de motos quatro vezes maior que o de carros. E geralmente são os motoqueiros que morrem.”
           Entenderam? Os motoqueiros morrem porque andam correndo, se andasse parados não morreriam {{exceto aqueles mortos pela PM}}.
            O fato do motorista dentro de um carro estar cercado de lata por todos os lados não faz a menor diferença.


A ‘motofaixa’ é um meio civilizado de tentar evitar uma chacina ainda maior de motoboys dentro das cidades.


Em tempo: A 'matéria' do André estava no jornal Destak de ontem {{não acredite em mim}}


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2 comentários

  1. Henrique says:

    De que adianta a motofaixa sendo que nem os próprios motociclistas a respeitam?

  2. Concordo. Mas é uma outra discussão...

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