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Geraldo Alckmin é do PSDB, governador do estado de São Paulo. O PSDB está, oficialmente, no controle do estado de São Paulo desde 1995 com a entrada de Mário Covas.

Alckmin era vice de Mário Covas.

Pois eis que em 1998 o então governador, hoje morto e enterrado, Mário Covas resolveu que a Eletropaulo deveria ser privatizada:

Pode clicar para ver a foto no tamanho original e ler as partes destacadas

Covas, chegado que era em movimentos sociais, foi contido ao tentar dar um soco no líder da CUT é o que diz a legenda da foto, grifada por mim.

Alckmin, como se pôde ver na Marcha da Maconha aprendeu bem a lição, ao descer o sarrafo na moçada. Bem, mas por que "Inacreditável Geraldo Alckmin" ?

Porque ele ou o partido dele estiveram no poder desde antes da privatização da Eletropaulo. Privatizaram para conseguir mais eficiência, o partido continuou no poder. E eis que hoje leio a seguinte manchete na folha:


Lê-se na matéria:

Para governador, ela não tem "condições mínimas" de atender em dia de chuva
{{não acredite em mim - folha para assinantes}}


É ou não é inacreditável?!

Incrível como quando a acusação parte de certos setores da sociedade a parte da notícia referente ao "Outro Lado" acaba sendo bem maior que em outros...

Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial


ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
O diretor e ator Walfredo Campos Maya Júnior, conhecido como Wolf Maya, da TV Globo, foi condenado a dois anos e dois meses de prisão pelo crime de injúria com conotação racial contra um técnico de iluminação que trabalhou em uma de suas peças.
A condenação, em primeira instância, foi definida pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira, da 2ª Vara Criminal de Campinas (93 km de SP). A defesa já recorreu. Maya sempre negou a acusação.
divulgação
Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial
Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial
O juiz substituiu a pena de prisão pelo pagamento de indenização no valor de 20 salários mínimos (R$ 10,9 mil ao todo) mais um período de trabalho comunitário a ser definido pela Vara de Execuções Penais.
De acordo com a sentença, Maya foi condenado por ter ofendido Denivaldo Pereira da Silva ao chamá-lo de "preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson".
O caso de injúria com conotação racial ocorreu em 12 de agosto de 2000, num teatro de Campinas que encenava a peça "Relax... It's Sex", escrita e dirigida por Maya.
À época, Silva trabalhava numa prestadora de serviços de iluminação para a peça. Segundo o técnico, o diretor ficou furioso porque houve um erro ao iluminar um ator durante a peça.
"Foi uma longa batalha para que o ato racista de uma pessoa importante como o senhor Wolf Maya não ficasse impune. São quase 11 anos, mas nunca desistimos de demonstrar que ninguém tem o direito de discriminar o outro", disse o advogado Sinvaldo José Firmo, do Instituto do Negro Padre Batista, que auxiliou o técnico.
Após o técnico ter denunciado o caso, Maya moveu uma ação na área cível por danos morais e pediu indenização de R$ 100. O diretor alegou que a acusação prejudicou sua imagem.
Em maio de 2010, o juiz Gilberto Luiz C. Franceschini, da 6ª Vara Cível de Campinas, julgou improcedente o pedido de Maya e o condenou a pagar as custas processuais, no valor de R$ 2.000. Maya também já recorreu dessa decisão da Justiça.
OUTRO LADO
O advogado João Carlos de Lima Junior, defensor do ator e diretor Wolf Maya, afirmou que seu cliente "jamais cometeu qualquer ato racista contra quem quer que seja".
"Ao longo de mais de 30 anos de carreira, o Wolf jamais foi acusado de nada, por ninguém. Ele não seria capaz de dizer essa frase que o técnico de iluminação disse ter partido dele", afirmou.
Segundo Lima Junior, Maya fez uma reunião para reclamar de algo que havia dado errado durante a peça, em agosto de 2000, mas Denivaldo da Silva nem participou.
"Vamos recorrer dessa decisão em primeira instância justamente com a alegação de inexistência desse fato. Não houve. O Wolf jamais agrediu alguém com conotação racista. Esse fato é inverídico", afirmou o advogado.
Para Lima Junior, o técnico alegou ter sido alvo de ofensas racistas por parte de Maya porque o diretor fez críticas ao trabalho dele.
"Nós temos várias testemunhas que dizem que isso [a injúria] não é verdade. Temos certeza de que o nosso recurso será aceito", afirmou Lima Junior.

{{não acredite em mim - folha}}
Pois eis que o STF resolveu soltar o tal Battisti. Eis que a Itália, Gilmar Mendes e Berlusconi contestam a decisão do STF. Mas afinal, o que foi que fez, esse Cesare Battisti?!

Cesare Battisti

Cesare Battisti é acusado de ter matado 4 pessoas. Foi condenado na Itália, local onde, em tese, teria cometido esses crimes. E o leitor que agora se pergunta porque raios eu coloco condicionais na frase deveria se perguntar algo um pouco maior: porque raios Cesare Battisti teria matado alguém?!

Voltemos um pouco no tempo {{é uma metáfora, não tenho máquina do tempo, ainda}} para saber o que diabos estava rolando na Itália nos tais anos 70:


O período que se convencionou na Itália chamar de “anos de chumbo”, nome inspirado no filme de Margarethe von Trotta, vai aproximadamente de 1968 até o início da década de 80. Naquela época, o Estado italiano estava fragilizado, não apenas pelas frágeis estruturas decorrentes de sua tardia formação, apenas no final do século 19, mas também pelos efeitos da derrota do país na 2ª. Guerra Mundial, quando formou parte das chamadas Potências do Eixo, bem como porque era um peão dos EUA na chamada guerra fria.

Sucessivos governos italianos alternavam-se no poder, às vezes em questão de apenas dias
(...)
No vazio de poder, instalou-se o caos. A política institucionalizada perdeu totalmente a credibilidade. Nesse clima, logo surgiram forças políticas de esquerda e de direita, que formaram organizações revolucionárias. Na esquerda estavam, dentre outras, as Brigate Rosse (BR), os Nuclei Armati Proletari (NAP) e os Proletari Armati per il Comunismo (PAC).
{{Os grifos são meus - não acredite em mim - Última Instância}}

Havia, portanto, uma espécie de Guerra Civil {{a direita italiana se recusa a dizer guerra civil, motivo pelo qual incluí o 'espécie'}}. O que ocorre é que Battisti fez parte de um destes grupos. Provavelmente matou gente, embora não seja possível afirmar.


O sujeito da foto acima foi morto por militantes de esquerda, gente que fazia algo parecido com o que Battisti fazia. Numa luta armada. Aqui já havia a ditadura, lá, na Itália, como vimos, as lutas se sucediam em grupos de esquerda e direita.

O personagem da foto, morto por Battistis brasileiros, se chamava Boilesen. Seu maior feito? Depende para quem você pergunta. Um grande empresário, diria Berlusconi. Os de esquerda dirão que ele trouxe para o Brasil a pianola Boilesen:

Pianola de Boilesen, uma espécie de teclado que emitia choques elétricos em quem o premesse {{não acredite em mim - Documentário "Cidadão Boilesen"}}
Boilesen, como pode se ver no documentário linkado, tinha enorme apresso por assistir torturas. Tem gente que toma Chopp escuro às sextas de noite e tem gente que prefere assistir a sessões de tortura. Há quem ache que ele deveria ser preso e há quem pense que Boilesen deveria ser morto.

Fato é que não se pode chamar de terroristas os responsáveis pela morte de Boilesen, ainda que não se concorde com o assassinato. Não dá para tirar do contexto e simplesmente acusar os responsáveis pela sua morte de crime comum.

É exatamente esta a situação de Battisti. Há quem discorde da luta armada, mas compara-la ao terrorismo é, no mínimo, falta de conhecimento histórico. Com exceção da folha {{que nunca teve escrúpulos nem tampouco preocupação histórica, vide o caso da ditabranda}}, ninguém tem o direito de ignorar o fato de que o caso Battisti é de crime político e não de crime comum.

O Brasil fez bem de abrigar o cidadão. Falta só começarmos a destrancar os porões das nossas ditaduras, mas há tempo, o Brasil não vai esquecer das pianolas nem de tantos Herzogs.
Será que vai?!


Itaquerao

Banco deve destravar o Itaquerão

CORINTHIANS
Com novo parceiro, BNDES aceita liberar R$ 400 milhões


BERNARDO ITRI
EDUARDO OHATA
DO PAINEL FC 

Uma operação envolvendo o Banco Votorantim destravou a equação financeira para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) liberar o financiamento de R$ 400 milhões para o Corinthians erguer o estádio Itaquerão.
De acordo com o secretário especial da Copa em São Paulo, Gilmar Tadeu Ribeiro (PC do B), o banco federal foi consultado sobre a participação do Votorantim na operação referente à arena e já sinalizou positivamente.
"Eu sei que perguntaram ao BNDES se aceitariam a participação do Banco Votorantim, e a resposta foi que essa era uma instituição que seria aceita, liberando o empréstimo", afirmou Tadeu.
O secretário da Copa disse que apenas foi passada ao BNDES a possibilidade de o Votorantim participar da operação, embora outros bancos também tenham sido consultados pelo Corinthians e pela Odebrecht.
A Folha apurou com fontes ligadas ao BNDES que é justamente a participação de um banco repassador, não importa qual, que torna possível a liberação do financiamento para o estádio.
O banco federal não aceitava opções futuras, como dinheiro de naming rights, cadeiras cativas ou camarotes.
Trata-se de uma operação indireta na qual o banco oferece garantias ao BNDES mediante compensação acertada com a construtora da obra e com o Corinthians.
Um exemplo dessa espécie de engenharia é a usina hidrelétrica de Jirau, que terá parte de seu valor -R$ 7,2 bilhões- financiada pelo BNDES. A equação foi viabilizada com operação similar à mostrada pelo Corinthians.
Porém a reportagem apurou que, para o Votorantim se comprometer a pagar o BNDES, terá de receber do Corinthians e da empreiteira garantias no valor de R$ 400 milhões. E mais: embutirá juros na operação que produzam lucro, fazendo com que a taxa seja maior do que a oferecida pelo BNDES.
No governo, a participação do Votorantim é questionada pelo fato de o Banco do Brasil, instituição estatal, ter 49% de suas ações. O Corinthians nega que o Votorantim será o agente que viabilizará a liberação da verba.
"Apesar de toda a torcida contra, inclusive de dirigentes de órgãos internos do Corinthians, o estádio vai sair", declarou Andres Sanchez, presidente corintiano.
A Odebrecht diz que "as negociações estão bastante avançadas". O Votorantim admite que houve um contato informal, porém nega que o acordo esteja fechado.

{{não acredite em mim - folha para assinantes}}
Este é um publi-editorial


No dia 08 de junho de 2011 irei disponibilizar para download meu 2º e-book gratuito intitulado “Como transformar seu Blogspot em um Blog Profissional (sem sair da plataforma Blogger)”. O e-book será publicado no GF Soluções1 e estará disponível na versão .pdf e .epub.

Esse e-book é o resultado de mais de dois anos a frente do Quero Criar um Blog, um blog na plataforma Blogspot que chegou ao sucesso, tanto de público como financeiro, provando que é possível criar um Blog Profissional nessa plataforma, bastando para isso ter dedicação e seguir os passos certos.

A dedicação fica por conta do blogueiro, mas os passos certos são ensinados no e-book, os mesmos passos que dei quando da profissionalização do QCB.

Introdução do e-book

A plataforma de blogs Blogspot é a mais utilizada no mundo por vários motivos, dentre os quais destaco o fato de ser gratuita, a facilidade de criação de um blog e a grande comunidade de blogueiros (os chamados metabloggers) que ensinam como construir um blog e mantê-lo nessa plataforma.

Ter um blog não é pra todos, isso é um fato comprovado com as estatísticas as quais mostram que a grande maioria dos novos blogs não passam dos seus primeiros três meses de vida. O que leva, no entanto, um blogueiro a criar um blog e desistir dele em tão pouco tempo? Os motivos são os mais variados, mas em sua grande maioria os motivos são a falta de experiência do blogueiro e o baixo número de visitas. Esses dois fatores acabam por “matar” a grande maioria dos novos blogs.

Mas para os que conseguem passar dos primeiros três meses de vida novas possibilidades surgem, como reconhecimento pelos textos escritos e monetização do blog. Esse e-book tem o objetivo de lhe ajudar a transformar seu blog na plataforma Blogspot em um Blog Profissional, sem sair da plataforma gratuita.

No e-book vou explicar os 7 passos que apliquei no Quero Criar um Blog para transformá-lo num Blog Profissional. Hoje ele está na plataforma wordpress.org, mas os passos foram aplicados e o QCB ficou mais de 2 anos na plataforma Blogspot, provando que é possível ter um Blog Profissional nessa plataforma e ainda ter retorno financeiro com ele.

Para fazer o download do Ebook gratuito - não acredite em mim


Este é um publi-editorial
O CQC, crítico político, tem feito inúmeras piadas machistas e de gosto duvidoso {{ao menos seus integrantes têm}}. Mas faz parte da política a auto-crítica?! Aparentemente não...

Crédito: não acredite em mim

Quando rolou o tal churrascão da #gentediferenciada e o CQC foi até lá cobrir, muita gente começou gritos, em coro, de "Fora CQC, não precisamos de vocês". O vídeo pode ser visto no post do #TeiaLivre {{não acredite em mim}}.

A matérias que foi ao ar, claro, não tocou no assunto, sequer cogitou mostrar. Mostrou-se uma edição onde o repórter foi brincalhão alegre, etc.

Até aí não vejo nenhum problema.

No entanto, algumas críticas {{pertinentes, no meu modo de pensar}} tem sido feitas com relações às piadas dos integrantes do programa. Já discuti aqui a questão do politicamente correto no humor, não sou chato nem acho que piadas precisam ser educadas, como pode ser lido no tal artigo. Mas daí a dizer que estupradores devem ser abraçados...


Quem disse isso foi Rafinha Bastos em seu 'show de humor' {{publicado na Revista Rolling Stones, tá tudo lá, no post que linkei acima sobre o humor}}. Nenhum pedido de desculpas ou mesmo explicação foi dada. Simplesmente ignorou-se a opinião pública {{revogam-se as disposições em contrário?!}}.

Pois eis que no último sábado ocorreu a "Marcha das Vadias" {{com intuito de criticar o machismo que culpa a mini-saia pelos estupros, leia mais no #TeiaLivre -> não acredite em mim}}. A marcha, como era de se esperar fez duras críticas ao machismo {{no que tem total razão, diga-se}}. Você pode concordar ou não com as críticas feitas {{sugiro que concorde}} ao CQC e ao programa, mas não pode ignorar o fato do alvo ter sido o próprio CQC:

Crédito: Matheus Chiaratti roubado do blog da  @Vleonel - não acredite em mim
O crítico CQC, o político CQC, simplesmente ignorou a passeata ocorrida no último sábado. O programa não tocou no assunto como se fosse possível ignorar que todos os cartazes da marcha foram colados na porta do clube de comédia de dois dos seus integrantes.

Há ainda uma denúncia do blog "Escreva Lola Escreva" {{não acredite em mim}} dizendo que Marcelo Tas quer processar a blogueira por conta das críticas feitas por ela a uma recente piada {{machista}} sobre o mamaço, evento de solidariedade a uma mãe que foi convidada a se retirar do Itaú Cultural por dar de mamar a seu filho, em público.

Política, em seu sentido pleno, envolve muito mais do que partidos. Envolve cidadania, envolve direito a críticas e envolve auto-crítica. Como se vê o CQC é um programa de humor, apolítico e voltado apenas para seu próprio umbigo. Mas, afinal, hoje em dia, quem se pode culpar por isso?



Assista a entrevista de Palocci na íntegra aqui no ImprenÇa. Minha opinião sobre o fato você lê aqui

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