15 de junho de 2011. Pode não ter acontecido absolutamente nada de incrível no mundo. Pode até ser que digam que o STF aprovou o óbvio {{e quem aí dirá que não?!}}, mas o STF mostrou mais uma vez que o país está evoluindo.
Não é raro olharmos para o país com um olhar de decepção. Motivos, certamente, não faltam para isso. Temos um país com recorde mundial de assassinato {{extermínio?!}} gay. Temos vereadores e deputados do nível da família Bolsonaro e o voto de protesto por aqui é o Tiririca.
Temos a mesma diferença proporcional de estudos entre brancos e negros desde a época da escravatura e ainda há quem queira utilizar camisetas escritas: "100% branco" achando que isso é defender uma minoria.
Há quem fale em Ditadura Gay e há quem ache que mulher de mini saia está pedindo para ser estuprada.
Tudo isso é verdade e não se pode negar. Não se pode ignorar.
Mas estamos em um país em franca ascendência, tamanha que o risco de se investir por aqui é menor do que em uma das maiores potências que este planeta já observou {{sem dúvida a maior potência militar que já existiu por aqui...}}.
Ontem de noite tivemos duas coisas que provam que o político é tudo corrupto está redondamente enganado. Redondo como os políticos citados por Eduardo Galeano {{não acredite em mim}}, redondos por darem voltas de 360º.
Ontem de noite o STF provou que vivemos, de fato, em um estado democrático de direito.
Busca-se, na presente causa, proteção a duas liberdades individuais, de caráter fundamental: de um lado, a liberdade de reunião e, de outro, o direito à livre manifestação do pensamento, em cujo núcleo acham-se compreendidos os direitos de petição, de crítica, de protesto, de discordância e de livre circulação de idéias.
{{não acredite em mim - voto do Ministro Celso de Mello}}
Foi aprovado, pela maior instância jurídica deste país, que fazer uma manifestação contra qualquer lei ou ainda contra a própria constituição não é e não será nunca anti-democrático, pelo contrário. Disse o Ministro Marco Aurélio:
A possibilidade de questionar políticas públicas ou leis consideradas
injustas é essencial à sobrevivência e ao aperfeiçoamento da democracia.
{{não acredite em mim - voto do Ministro Marco Aurélio}}
Não é um passo pequeno, é a afirmação de um aparato democrático. Como se isso fosse pouco menos de um mês atrás o mesmo STF declarou que duas pessoas do mesmo sexo, vivendo juntas, constituem uma família.
O grande "problema" da democracia é que esperamos sempre {{e corretamente}} o ideal. Mas raramente paramos para pensar que, sendo a democracia uma união de vozes e opiniões plurais, o ideal não será nunca alcançado.
O ideal de José Serra não é o meu, o de Dilma não é o dele nem o meu e, ainda assim, estamos todos contemplados num país democrático. É bem verdade que avanços e ajustes precisam ser feitos e conquistados, mas não se pode negar que o país está se movendo.
Apesar de tudo.
Polvilhos e Polvilhas,
Você que chegou agora e ainda não sabe de nada, saiba que a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, foi ao Jô Soares {{não acredite em mim}} e... bem, está cada dia mais difícil não implicar com a moça... capacidade incrível de dizer coisas desnecessárias e não dizer as coisas necessárias... mas vamos lá.
Isso vindo de uma ministra que esteve bem próxima de cair e não por pressão da imprenÇa, mas por pressão dos próprios artistas, é algo muito grave {{Fosse no futebol e o sujeito ficava fora da final do campeonato por indisciplina. Fosse no vôlei e o cara... sei lá,não gosto de vôlei...}}.
Jô Soares continua na linha do "vou defender minha amiga" que é até bonita, mas beira a falta total de inteligência política uma ministra concordar que está sendo ou que foi sabotada. Sinceramente, é patético. Imaginem os senhores que o ministro da fazenda diga: "É um cargo complicado o meu, porque mexe com o ego das pessoas, e eu fui sabotado" para explicar a inflação, por exemplo... Não pode. Simples assim.
Ao falar de Maria Bethânia, Ana de Hollanda não tocou no nome da Lei Rouanet. Não explicou como funciona, o que precisa ser mudado e ainda falou besteira ao dizer: "não é dinheiro do ministério da cultura". Sai do bolso do país, sim. Ela sabe disso e deixou uma coisa mal explicada no ar {{Entenda o caso Bethânia}}. Basta dizer que a resposta da ministra começou da seguinte forma: "O projeto era o seguinte, pelo que fiquei sabendo...". E eu me pergunto o que mais ela fica sabendo de forma superficial no ministério....
Está cada dia mais difícil defender a moça. Ela se mostra, a cada aparição pública, despreparada politicamente {{ou seja, não estou discutindo se ela é capaz e competente para o cargo, mas para lidar com o cargo...}}.
Se eu fosse a Dilma mandava a Ana de Hollanda prum telecurso. Ou a proibia de falar em público. Ou obrigava a moça a falar com a Veja. Qualquer coisa é melhor que isso...
Para assistir a entrevista, clique aqui.
Você que chegou agora e ainda não sabe de nada, saiba que a Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, foi ao Jô Soares {{não acredite em mim}} e... bem, está cada dia mais difícil não implicar com a moça... capacidade incrível de dizer coisas desnecessárias e não dizer as coisas necessárias... mas vamos lá.
| Parece que a benção não ajudou muito não... |
Desnecessário dizer que Ana de Hollanda, na função de ministra, deve dizer aquilo que interessa à população {{especialmente à classe artística, principal interessada em seu 'mandato'}} e não ficar à vontade e agir como uma cantora que foi a uma entrevista, certo?!
Sei não...
"Você esperava enfrentar tanto tiroteio quando assumiu a pasta da Cultura ou já sabia que toda estrada tem pedras intocadas no caminho?""Não, olha Jô, claro que eu sabia que é... eu sempre trabalhei na área da cultura, sei que é uma área difícil... a gente vai mexer com muito ego..."
Não sei se é verdade. Pode até ser verdade. Mas isso não é coisa para Ministra nenhuma dizer. O que o telespectador, especialmente o crítico ao trabalho dela, vai entender nesse momento é a seguinte frase:
Quem me critica é porque está com o ego ferido
Jô Soares continua na linha do "vou defender minha amiga" que é até bonita, mas beira a falta total de inteligência política uma ministra concordar que está sendo ou que foi sabotada. Sinceramente, é patético. Imaginem os senhores que o ministro da fazenda diga: "É um cargo complicado o meu, porque mexe com o ego das pessoas, e eu fui sabotado" para explicar a inflação, por exemplo... Não pode. Simples assim.
Ao falar de Maria Bethânia, Ana de Hollanda não tocou no nome da Lei Rouanet. Não explicou como funciona, o que precisa ser mudado e ainda falou besteira ao dizer: "não é dinheiro do ministério da cultura". Sai do bolso do país, sim. Ela sabe disso e deixou uma coisa mal explicada no ar {{Entenda o caso Bethânia}}. Basta dizer que a resposta da ministra começou da seguinte forma: "O projeto era o seguinte, pelo que fiquei sabendo...". E eu me pergunto o que mais ela fica sabendo de forma superficial no ministério....
Está cada dia mais difícil defender a moça. Ela se mostra, a cada aparição pública, despreparada politicamente {{ou seja, não estou discutindo se ela é capaz e competente para o cargo, mas para lidar com o cargo...}}.
Se eu fosse a Dilma mandava a Ana de Hollanda prum telecurso. Ou a proibia de falar em público. Ou obrigava a moça a falar com a Veja. Qualquer coisa é melhor que isso...
Para assistir a entrevista, clique aqui.
Pois eis que o STF resolveu soltar o tal Battisti. Eis que a Itália, Gilmar Mendes e Berlusconi contestam a decisão do STF. Mas afinal, o que foi que fez, esse Cesare Battisti?!

Cesare Battisti é acusado de ter matado 4 pessoas. Foi condenado na Itália, local onde, em tese, teria cometido esses crimes. E o leitor que agora se pergunta porque raios eu coloco condicionais na frase deveria se perguntar algo um pouco maior: porque raios Cesare Battisti teria matado alguém?!
Voltemos um pouco no tempo {{é uma metáfora, não tenho máquina do tempo, ainda}} para saber o que diabos estava rolando na Itália nos tais anos 70:
O período que se convencionou na Itália chamar de “anos de chumbo”, nome inspirado no filme de Margarethe von Trotta, vai aproximadamente de 1968 até o início da década de 80. Naquela época, o Estado italiano estava fragilizado, não apenas pelas frágeis estruturas decorrentes de sua tardia formação, apenas no final do século 19, mas também pelos efeitos da derrota do país na 2ª. Guerra Mundial, quando formou parte das chamadas Potências do Eixo, bem como porque era um peão dos EUA na chamada guerra fria.
Sucessivos governos italianos alternavam-se no poder, às vezes em questão de apenas dias(...)
No vazio de poder, instalou-se o caos. A política institucionalizada perdeu totalmente a credibilidade. Nesse clima, logo surgiram forças políticas de esquerda e de direita, que formaram organizações revolucionárias. Na esquerda estavam, dentre outras, as Brigate Rosse (BR), os Nuclei Armati Proletari (NAP) e os Proletari Armati per il Comunismo (PAC).
{{Os grifos são meus - não acredite em mim - Última Instância}}
Havia, portanto, uma espécie de Guerra Civil {{a direita italiana se recusa a dizer guerra civil, motivo pelo qual incluí o 'espécie'}}. O que ocorre é que Battisti fez parte de um destes grupos. Provavelmente matou gente, embora não seja possível afirmar.
O sujeito da foto acima foi morto por militantes de esquerda, gente que fazia algo parecido com o que Battisti fazia. Numa luta armada. Aqui já havia a ditadura, lá, na Itália, como vimos, as lutas se sucediam em grupos de esquerda e direita.
O personagem da foto, morto por Battistis brasileiros, se chamava Boilesen. Seu maior feito? Depende para quem você pergunta. Um grande empresário, diria Berlusconi. Os de esquerda dirão que ele trouxe para o Brasil a pianola Boilesen:
Pianola de Boilesen, uma espécie de teclado que emitia choques elétricos em quem o premesse {{não acredite em mim - Documentário "Cidadão Boilesen"}}
Boilesen, como pode se ver no documentário linkado, tinha enorme apresso por assistir torturas. Tem gente que toma Chopp escuro às sextas de noite e tem gente que prefere assistir a sessões de tortura. Há quem ache que ele deveria ser preso e há quem pense que Boilesen deveria ser morto.
Fato é que não se pode chamar de terroristas os responsáveis pela morte de Boilesen, ainda que não se concorde com o assassinato. Não dá para tirar do contexto e simplesmente acusar os responsáveis pela sua morte de crime comum.
É exatamente esta a situação de Battisti. Há quem discorde da luta armada, mas compara-la ao terrorismo é, no mínimo, falta de conhecimento histórico. Com exceção da folha {{que nunca teve escrúpulos nem tampouco preocupação histórica, vide o caso da ditabranda}}, ninguém tem o direito de ignorar o fato de que o caso Battisti é de crime político e não de crime comum.
O Brasil fez bem de abrigar o cidadão. Falta só começarmos a destrancar os porões das nossas ditaduras, mas há tempo, o Brasil não vai esquecer das pianolas nem de tantos Herzogs.
O CQC, crítico político, tem feito inúmeras piadas machistas e de gosto duvidoso {{ao menos seus integrantes têm}}. Mas faz parte da política a auto-crítica?! Aparentemente não...
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| Crédito: não acredite em mim |
Quando rolou o tal churrascão da #gentediferenciada e o CQC foi até lá cobrir, muita gente começou gritos, em coro, de "Fora CQC, não precisamos de vocês". O vídeo pode ser visto no post do #TeiaLivre {{não acredite em mim}}.
A matérias que foi ao ar, claro, não tocou no assunto, sequer cogitou mostrar. Mostrou-se uma edição onde o repórter foi brincalhão alegre, etc.
Até aí não vejo nenhum problema.
No entanto, algumas críticas {{pertinentes, no meu modo de pensar}} tem sido feitas com relações às piadas dos integrantes do programa. Já discuti aqui a questão do politicamente correto no humor, não sou chato nem acho que piadas precisam ser educadas, como pode ser lido no tal artigo. Mas daí a dizer que estupradores devem ser abraçados...
Quem disse isso foi Rafinha Bastos em seu 'show de humor' {{publicado na Revista Rolling Stones, tá tudo lá, no post que linkei acima sobre o humor}}. Nenhum pedido de desculpas ou mesmo explicação foi dada. Simplesmente ignorou-se a opinião pública {{revogam-se as disposições em contrário?!}}.
Pois eis que no último sábado ocorreu a "Marcha das Vadias" {{com intuito de criticar o machismo que culpa a mini-saia pelos estupros, leia mais no #TeiaLivre -> não acredite em mim}}. A marcha, como era de se esperar fez duras críticas ao machismo {{no que tem total razão, diga-se}}. Você pode concordar ou não com as críticas feitas {{sugiro que concorde}} ao CQC e ao programa, mas não pode ignorar o fato do alvo ter sido o próprio CQC:
A matérias que foi ao ar, claro, não tocou no assunto, sequer cogitou mostrar. Mostrou-se uma edição onde o repórter foi brincalhão alegre, etc.
Até aí não vejo nenhum problema.
No entanto, algumas críticas {{pertinentes, no meu modo de pensar}} tem sido feitas com relações às piadas dos integrantes do programa. Já discuti aqui a questão do politicamente correto no humor, não sou chato nem acho que piadas precisam ser educadas, como pode ser lido no tal artigo. Mas daí a dizer que estupradores devem ser abraçados...
Quem disse isso foi Rafinha Bastos em seu 'show de humor' {{publicado na Revista Rolling Stones, tá tudo lá, no post que linkei acima sobre o humor}}. Nenhum pedido de desculpas ou mesmo explicação foi dada. Simplesmente ignorou-se a opinião pública {{revogam-se as disposições em contrário?!}}.
Pois eis que no último sábado ocorreu a "Marcha das Vadias" {{com intuito de criticar o machismo que culpa a mini-saia pelos estupros, leia mais no #TeiaLivre -> não acredite em mim}}. A marcha, como era de se esperar fez duras críticas ao machismo {{no que tem total razão, diga-se}}. Você pode concordar ou não com as críticas feitas {{sugiro que concorde}} ao CQC e ao programa, mas não pode ignorar o fato do alvo ter sido o próprio CQC:
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| Crédito: Matheus Chiaratti roubado do blog da @Vleonel - não acredite em mim |
O crítico CQC, o político CQC, simplesmente ignorou a passeata ocorrida no último sábado. O programa não tocou no assunto como se fosse possível ignorar que todos os cartazes da marcha foram colados na porta do clube de comédia de dois dos seus integrantes.
Há ainda uma denúncia do blog "Escreva Lola Escreva" {{não acredite em mim}} dizendo que Marcelo Tas quer processar a blogueira por conta das críticas feitas por ela a uma recente piada {{machista}} sobre o mamaço, evento de solidariedade a uma mãe que foi convidada a se retirar do Itaú Cultural por dar de mamar a seu filho, em público.
Política, em seu sentido pleno, envolve muito mais do que partidos. Envolve cidadania, envolve direito a críticas e envolve auto-crítica. Como se vê o CQC é um programa de humor, apolítico e voltado apenas para seu próprio umbigo. Mas, afinal, hoje em dia, quem se pode culpar por isso?
Política, em seu sentido pleno, envolve muito mais do que partidos. Envolve cidadania, envolve direito a críticas e envolve auto-crítica. Como se vê o CQC é um programa de humor, apolítico e voltado apenas para seu próprio umbigo. Mas, afinal, hoje em dia, quem se pode culpar por isso?
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| Tudo certo, chefia?! |
Primeiro vamos matar a cobra e mostrar o tweet:
É óbvio, mas pelo menos posso dizer: eu avisei... Dito isso, vamos aos fatos. Palocci foi ministro da fazenda no governo Lula. Saiu depois da quebra de sigilo bancário do tal caseiro que recebeu propina uma súbita herança de 400 mil reais de um pai ou tio ou sabe deus porque ele continuou caseiro, mas enfim...
Fato é que se foi Palocci {{provou-se? Não...}} quem quebrou {{ou mandou quebrar}} o tal sigilo ele está errado. Ainda que tivesse razão em desconfiar... E o que faz um ministro da fazenda? Vejamos...
O trabalho de um ministro da Fazenda é o de controlar e gerir a economia e as finanças do país, geração de receitas e pagamento de despesas, sejam internas ou externas {{não acredite em mim}}
Seria esse tal ministro {{aquele que ajuda a gerir a economia do país}} um cara com informações importantes {{leia privilegiadas}} sobre a economia? Seria esse cargo um diferencial no currículo de uma empresa que presta consultoria financeira? Não sei, me digam vocês.
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| {{Crédito: everton137 - não acredite em mim}} |
O fato é que, segundo os dados oficiais:
Receita é similar à das maiores do ramo no país {{não acredite em mim}}
A Polícia Federal negou a existência de um inquérito ou de uma investigação sobre o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e a Projeto, empresa que pertence a ele. {{não acredite em mim - folha}}
Bem a principal acusação é que a empresa de Palocci {{essa de consultoria financeira}} adquiriu um imóvel no valor de R$6,6 milhões. De fato, um valor absurdamente alto. Alto, para quem? Uma palestra do ex-presidente Lula custa cerca de 300 mil reais. Em um ano ele consegue dar, sei lá, 5 palestras? Ou seja, em 1 ano o ex-presidente lucraria, só com palestras 1,5 milhão de reais. Cinco palestras e nada mais.
Eu sei, embora não possa provar, que a palestra de Lula para a LG saiu pela bagatela de 500 mil reais. É muito? Não sei. É ilícito? Com certeza não.
Meu ponto, cambada, é que pegar o valor solto e considera-lo um absurdo é coisa de criança mimada. Ou da folha. Sei lá. A principal questão não é como e de quem arrecadou, mas
Porque raios não existe uma lei proibindo um deputado, NA COMISSÃO DE FINANÇAS DA CASA LEGISLATIVA, prestar consultoria financeira?Não sou dos que gostam do Palocci Mas o que ele fez não é nenhum crime. Infelizmente. Porque o correto é que fosse crime. Um deputado na comissão de finanças tem informações privilegiadas que não deveriam ser emprestadas a nenhuma empresa de consultoria.
Mas
Se não é proíbido não se pode acusar. E se é anti-ético eu pergunto se os outros deputados não fizeram o mesmo. Fizeram. Um monte de absurdos juntos, concordo. Mas melhor do que sair gritando histéricos, como a folha e o Estadão, seria sairmos histéricos exigindo uma proibição de aberrações como esta.
Vale lembrar que a brecha legal foi criada pelo PSDB/DEM/PPS, hoje na oposição:
Oposição ajudou a criar brecha legal que hoje ajuda Palocci {{não acredite em mim - Estado de SP}}
Palocci não foi o primeiro e nem será o último. Vamos focar no que interessa?!
Quem estudou um pouco {{e aqueles que prestaram atenção às aulas de história da escola}} lembra que a democracia atual sofre diversas influências da democracia grega. É bem verdade que tivemos avanços enormes, mas calma lá, vou explicar pra quem não lembra.
Na democracia Ateniense só quem votava eram os cidadãos de Atenas. Por cidadão entenda: Homem, maior de idade {{termo obviamente adaptado}}, nascido e morador da cidade de Atenas.
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| {{Crédito da foto: Loic Pinseel - não acredite em mim}} |
Mulheres e estrangeiros não votavam. Entre outros.
Fica bastante claro, portanto, que tivemos avanços essenciais no âmbito democrático. Hoje votamos todos, residentes no país ou não; naturalizados ou nascidos no país; quem mora fora do país; mulheres, etc.
Hoje é possível discordar sem temer ser morto, hoje é possível adorar a quantos deuses você quiser ou a nenhum.
Contudo, tivemos uma perda bastante grave no âmbito político. Isso porque lá, na Athenas clássica, os cidadãos se reuniam em assembleias semanalmente. Para decidir tudo ou quase tudo da vida política.
O mais sagaz dirá que eles decidiam diretamente suas questões, por isso compareciam. Em nosso caso a discussão política se dilui porque temos a democracia representativa, logo as decisões tornam-se menos práticas, mais teóricas. Mas não é verdade.
Basta vermos quantos de nós comparecemos às reuniões de condomínio, de associações de bairro, etc. A questão é outra. A questão é que perdemos o apetite político. Não cabe aqui discutir os motivos desta falta de vontade senão elencar os principais, como quem passa os olhos numa lista de compras:
- A falsa ideia de que todo político é corrupto
- A falsa ideia de que o voto não muda nada
- A falsa ideia de liberdade, recém adquirida no Brasil pós ditadura
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| {{Crédito: Kheel Center, Cornell University - não acredite em mim}} |
São muitos os motivos {{e como escrevo para um blog não cabe aqui discuti-los}}, mas o fato é que não conseguimos juntar mais de 10 mil pessoas numa passeata para exigir nada. Até nos parece muito quando dissemos que reunimos 2 mil pessoas para tentar abaixar a passagem de ônibus {{coisa que ajudaria até mesmo quem não anda neles}}. Isso em uma cidade com mais de 2 milhões de habitantes.
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| {{Crédito: lucaspirola - não acredite em mim}} |
A ideia de sair às ruas para gritar, parar o trânsito, hoje, soa como atraso. E aí é que as mídias socias parecem-me um embrião de revolução.
Hoje um sujeito se vê obrigado a ler sobre política mesmo que não queira. Mesmo que sejam 140 caracteres políticos. Isso porque não controlamos mais quem é que nos manda a informação senão de modo muito vago. Hoje o twitter joga na sua tela 140 caracteres de seres que você não segue mas que seu colega segue, da mesma forma o Facebook mostra, etc.
Parece pouco, mas leva a ideia de que política está presente no dia-a-dia. E o resultado disso poderia ser só um #forasarney {{#forapalocci ?!}} mas também pode resultar num #gentediferenciada, com 4 mil pessoas nas ruas, durante um dia todo.
Faltava vida à nossa política. Posso estar sonhando, mas me parece que começamos a enxerga-la.
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| {{Crédito da foto: CTJOnline - não acredite em mim}} |
As indignações das populações continuam mais ou menos as mesmas. Alguns reclamam dos impostos {{"Preço Justo e o Ativismo do Sofá", lembra?}} outros reclamam do Metrô, enfim, a classe média continua sua vida sôfrega tendo até que ver imagens fortes em seu próprio bairro {{"Higienópolis: lugar de gente diferenciada"}}.
Mas algo mudou. Não ficamos mais revoltados como ficávamos alguns anos atrás. Não do mesmo modo. Fiz a sacanagem de roubar um trecho de um post amigo do Teia Livre:
Percebemos que nossos governantes por muito tempo vem tomando as decisões a portas fechadas, e que levam sempre em consideração o ponto de vista de uma minoria.Quando começou o movimento do #gentediferenciada logo percebi que algo em mim tinha acontecido. Eu do alto de meus 1.90 de altura percebi que poderia fazer algo, tuitando, apoiando ou mesmo estando presente e fotografando o que estava acontecendo.{{não acredite em mim}}
O sugestivo título do post, "O Gigante se moveu", mostra bem o estado de marasmo que nos encontrávamos. Sim no plural e sim, te incluo. Não importa se você é de São Paulo, de Salvador ou do Haiti. Não importa nada ou quase nada se você pouco sabe sobre o bairro de higienópolis. Você está no século XXI.
Estamos no ano de 2011 {{ah, vá?! SEJURA?}}, ano em que o Facebook ajudou a derrubar uma série de regimes no Oriente. Mais do que isso, ano em que o Facebook ajudou a propagar a ideia de que fazer política não é chato. Não precisa ser chato.
Se as mesquitas tiveram poder incalculável na organização das manifestações no Egito, por exemplo, foi o Facebook que levou o espírito revolucionário terra adentro. E foi como vírus de computador que ela foi, aos poucos se incutindo em nosso país.
Começou com uma série de babaquices sem sentido {{mil perdões aos de estômago fraco, mas as palavras fortes, às vezes, fazem-se necessárias}} tal qual #forasarney, passou por algo mais ou menos elaborado como #precojustoja , finalmente, encerrou-se com um belo #gentediferenciada. Sim, passei a falar do Twitter.
O que mudou? Os gritos de ordem, as passeatas, tudo isso foi embora. E no lugar de comunidades revoltadas no Orkut, um rapaz, de repente, resolveu brincar de criar um evento no Facebook. E resolveu convidar os amigos. E mais de 55 mil pessoas resolveram fazer da brincadeira, algo sério. Muito sério.
As pessoas chegaram por lá às 13hs. Saíram de lá às 23hs. Você tem notícias de passeatas mais longas?
Então chegou a segunda-feira. Eis que durante o final de semana aconteceu o tão esperado "Churrascão da Gente Diferenciada" ali em frente ao Shopping Higienópolis {{e para você que chegou hoje de Mercúrio e não sabe do que se trata, recomendo a leitura dos posts: Morador de Higienópolis vale mais que estudantes... e O INACREDITÁVEL Sérgio Malbergier }}.
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| {{Créditos: @BiosBug, Teia Livre - não acredite em mim}} |
Quando o prefeito da cidade de São Paulo resolveu aumentar o preço das passagens de ônibus, lá estávamos eu e mais 3 mil pessoas nas ruas, gritando: "Três, três, três reais não dá, quero passe livre, passe livre já". E enquanto parávamos a avenida Paulista e a avenida Consolação ouvíamos aplausos e e resmungos. Uma parte da população nos apoiava, mas não fazia parte do protesto {{a não ser, é claro, pelos aplausos}}.
Quando a prefeitura em comum acordo com o governo estadual decidiu mudar a estação Angélica de lugar, fruto de um abaixo assinado de 3500 pessoas, algo mudou {{a prefeitura insiste em dizer que a decisão foi técnica...}}. As pessoas finalmente ficaram chocadas com a atitude dos governos e, principalmente, de parte do bairro onde seria o metrô.
Como no movimento contra o aumento da tarifa do ônibus, o Facebook fez seu papel. Como no movimento contra as tarifas muita gente assinou. Mas algo mudou. Não havia nenhum caráter partidário, diz o outro. Fato. Só havia uma porção de gente indignada. Fazendo o que eu chamo de protesto 2.0.
A imprenÇa em geral chegou a afirmar que todo o bairro estava interditado:
Ainda que o bairro estivesse interditado apenas 200 pessoas, segundo a folha, compareceram...{{são as duzentas pessoas mais gordas do universo, acredito eu}}:
{{não acredite em mim - nem neles}}
Higienópolis é um bairro que abriga cerca de 55 mil habitantes. Calcule você se duzentas pessoas fechariam o bairro. Claro que não. Mas isso não importa. O que houve foi um embrião de revolução. Sim, senhoras e senhores, não é exagero. Estamos diante não de uma revolução de governo, não de uma revolução popular, não uma revolução marxista, socialista; uma revolução no modo de se fazer política.
Nos anos 60, 70 e até o final da ditadura {{que a folha chama de ditabranda}} as manifestações tinham um caráter parecido com a tal manifestação das tarifas do ônibus, aqui citadas. Passamos os anos 90 e 2000 reproduzindo este mesmo modo de se fazer política, sem muita repercussão e adesão {{sim tivemos exceções, como o Fora Collor, entre outras...}}. Então chegamos em 2011.
E eis que as redes sociais ajudaram a mudar o rumo da coisa toda. Não me iludo, não se iludam também. Não foi a simples existência do Twitter e Facebook que fizeram a coisa mudar. Mas o caráter da coisa mudou, ganhou um tom jocoso, alegre, vívido, necessário hoje em dia.
As redes sociais fazem o papel de agregar pessoas, trazer temas e amplifica-los. E as pessoas, através delas, acabam por unir-se fora delas. Essencial, portanto, a compreensão de que a internet colabora, mas as ruas é que fazem a diferença.
Seguramente não serão todas as próximas manifestações {{tive um ato falho e escrevi MANOfestações, mas achei que não entenderiam o trocadilho...}} que seguirão o modelo. Mas arrisco dizer que é esta a nova cara da política. A sociedade já é capaz de compreender que a política faz parte de nosso dia-a-dia. Lição ensinada lá atrás pelos gregos e aparentemente esquecida por nós, modernos.
E se a grande maioria das pessoas apenas assinaram no Facebook e não compareceram, a parcela que foi às ruas {{segundo o "Desculpe Nossa Falha", cerca de 4 mil pessoas - não acredite em mim}} foi sem líderança, sem partidarização e sem rancor. Foi fazer política como ela deve ser feita, do povo para o povo.
Nos próximos dias pretendo aprofundar a análise sobre a política 2.0, como gosto de chama-la.
A tática, velha, era humilhar o inimigo caído. Já na Ilíada de Homero {{ou não, vai saber...}} Aquiles resolve que apenas matar Heitor era pouco, então amarra o corpo do rival {{Aquiles diria que ele não é rival à sua altura...}} atrás do seu carro e saiu por aí levando o cadáver para ser humilhado publicamente.
As fontes consultadas pela Al-Arabiya disseram que o corpo de Bin Laden terá sido depois arrastado pelo chão da casa até ao helicóptero {{calma, continue lendo}}
Fato é que estamos lidando com terrorismo. E o governo americano já tratou de desmentir que a mulher dele foi usada como escudo. E também falou que Osama estava desarmado, mas foi morto por reagir.
Sim é uma desculpa esfarrapa e isso nos leva de volta {{levar de volta pode, Arnaldo? Não, não pode, use o "traz de volta" e seja feliz. Mas agora já escrevi e não corrijo nem a pau}} ao título do artigo: "Direitos Humanos para terrorista?".
Eu sou um cara apegado às letras então vou primeiro ao dicionário:
s2g.3 Aquele que é adepto do terrorismo ou que infunde o terror
Mas isso ainda diz pouco, o terrorista é um ser humano? Vejamos a definição de terrorismo:
sm.2 Uso político da violência, tendo como agente o aparelho do Estado ou o sacrifício individual em nome de organização clandestina3 Sistema político em que se usa o terror para governar
Bom, se é um sistema político é feito de ser humano, portanto, Osama Bin Laden {{ou qualquer outro, por exemplo a folha diria Dilma}} é / era um ser humano e teria direito aos direitos humanos. Óbvio?! Nem tanto.
Os exércitos também são formados por gente do tipo "humano" {{ou no feminino: humana, depende do exército - este sim sempre masculino}}. Além dos tais direitos o ser humano é composto de índole e psiqué já que entramos no grego mesmo...
Osama Bin Laden, segundo consta, foi o responsável pelo maior atentado terrorista da história da humanidade {{já que o holocausto não é considerado terrorismo}}. Qual é a reação do familiar de uma vítima deste atentado ao encontrar o responsável?
Está claro que o esquadrão de elite, muito provavelmente, não é familiar de Osama, mas a questão é que o trauma é praticamente o mesmo. Exigir que este soldado, humano, haja racionalmente já seria complicado. Mas exigir que o governo americano haja com a razão é pedir muito?
{{crédito da foto - @roniuj}}
O que é agir com a razão? Osama deveria ser preso e não morto? Se preso, quem faria sua defesa?
É justificável {{embora nunca compreensível}} que tenha se matado um dos principais terroristas. Um julgamento justo em território americano é mais ou menos como ver o XV de Jaú campeão da Champions League... impossível.
A questão é que o mundo ocidental {{e boa parte do oriental}} vê a pena de morte como algo normal e, para além disso, vê a pena de morte como punição. Um terrorista vê a morte como salvação. Que punição foi dada, portanto, a Osama Bin Laden?! Ele foi assassinado ou morreu em razão da santa Jihad {{com pleonasmo mesmo}}? Ou os dois?
Não sei, sinceramente, se existiria outra saída para a captura de Bin Laden; fosse ele mantido vivo e estaria em Guantánamo {{onde nem a Cruz Vermelha entra}} sendo torturado{{ ao som de R.E.M ou Pearl Jam... Eu colocaria Rebolation, Dança do Quadrado, Sou Foda e semelhantes...}}, sem sombra de dúvidas a pior coisa que existe atualmente no quesito {{falta de}} direitos humanos {{atrás, talvez, da cracolândia}}.
É fato que foi uma execução e é fato que foi melhor do que Guantánamo, mas continuo achando que matar é sempre uma {{cuidado, palavrão vindo}} bela bosta. Seja mulher apedrejada, seja criança em canavial, seja assaltante de banco, seja terrorista.
O líder da Al Qaeda terá sido morto logo nos primeiros minutos da operação levada a cabo pelos EUA. A filha de Bin Laden, de 12 anos, disse aos investigadores paquistaneses que, já no poder dos militares, o pai foi morto em frente aos membros da família.
As fontes consultadas pela Al-Arabiya disseram que o corpo de Bin Laden terá sido depois arrastado pelo chão da casa até ao helicóptero.
Também é noticiado que não foram feitos disparos contra os helicópteros dos EUA, nem contra os militares.
A Al-Arabiya salienta ainda que além de quatro mortos, as forças paquistaneses encontraram e levaram do local duas mulheres e seis crianças com idades entre os dois e os 12 anos, mas indica que outras fontes dão conta de 16 detenções, em que se incluem mulheres e crianças, maior parte delas sauditas. {{não acredite em mim}}
Matar um pai à frente da filha de 12 anos, sem dúvidas não é das coisas mais agradáveis. Enfim, deixo o pensamento no ar: o que fazer com o Bin Laden, você mataria, levaria para Guantánamo ou teria outra solução?
Diz o dicionário Aulete, sobre o autismo:
(au.tis.mo) sm. 1 Psiq. Estado mental patológico que leva a pessoa a fechar-se em seu próprio mundo, alheando-se, em grande medida, do mundo exterior.
E, bem, que raios está ocorrendo no mundo exterior?!
Como se sabe o ex-governador tem... digamos... boa passagem pela imprensa paulista, especialmente no jornal Estado de São Paulo {{que agrega outros colunistas, como Gabeira do PV}} onde vez em quando escreve uma coluna...
Há quem diga que boa parte da crise pela qual passa o partido de José {{e agora, José?}} é fruto da disputa interna por parte dele, José, e dos demais líderes Alckmin e Aécio {{que vontade de tomar uma devassa...}} do PSDB.
Fato é que a oposição descobriu muito tarde que fazer oposição é durante todo o mandato e não somente nos meses de eleição. Este fato seria facilmente demonstrado por mim mas não é preciso, a oposição mesmo demonstra {{citar a si mesmo pode, Arnaldo?!}}:
O PSDB está elaborando documento com os principais erros dos 8 anos de Lula.
Ou seja, a oposição já começa o mandato Dilma correndo atrás do prejuízo, enorme, que teve devido aos últimos anos de férias.Estamos preparando para divulgar, em breve, um documento onde avaliaremos os pontos fracos do governo Lula nos últimos oito anos.
{{não acredite em mim}}
Devidamente demonstrado no post Enfim Dilma, mas e a oposição?!, o PSDB depois de perder a eleição para Dilma resolveu divulgar uma carta com os erros de Lula...
Uma vez descoberto o erro de cálculo, restou à oposição se reformular, reinventar {{ah, era a intenção deles, poxa, se conseguiu são outros 500}}. FHC soltou uma carta dizendo que o PSDB deveria procurar a nova classe média e não o povão. Aécio e Alckmin resolveram travar uma cruzada...
{{só para poder lembrar que o Alckmin é da Opus Dei - "O secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), teria afirmado em conversa com diplomatas americanos que o governador Geraldo Alckmin pertencia à Opus Dei, segundo um telegrama obtido pelo WikiLeaks" não acredite em mim}}
... pela definição de quem é que manda na bagaça.
E eis que, em meio a fugas do PSDB, criação de um novo partido, crise por todos os lados, nosso querido José Erra, fazendo jus ao apelido, faz um artigo sobre...
Armas de destruição em massa
Não sei se é pra rir, se é pra chorar, se é pra chorar de rir...
Não é de se surpreender a revolta do jornal folha de São Paulo {{com minúsculas mesmo, saiba o porquê}} com a novela Amor e Revolução. Em crítica do dia 10 de abril, na 'matéria' intitulada "Aposta do SBT não vale como ficção nem como documento" sobram argumentos infantis, dignos de adolescente mal criado e faltam aspectos artísticos para tal {{não acredite em mim}}
Bem eu não sou lá dos maiores fãs da rede Globo, mas negar o óbvio é que é uma piada, exemplifico:
As novelas tem linguagem engessada, sabemos todos. Mas isso não tira o valor cultural delas, a frase "as novelas da Globo são ruins" beira o adolescente rebelde, sem causa definida. E olha que este que vos escreve achou "Passione" uma das piores novelas que já viu, em termos de direção de atores...
O artigo do autor da novela, em compensação foca apenas nos erros do 'crítico' da folha. E, por isso mesmo, tem grande acerto. Não ficaria bem ao autor criticar quem reclama dos aspectos críticos de sua novela; teríamos aquele 'ar' de "menino mimado". Coisa que não ocorre, como foi dito, pela boa retórica, baseada em fatos concretos. Diz o autor da novela:
Não é surpresa, contudo, que um jornal que chama militantes de esquerda em época de ditadura militar de terroristas {{não por acaso o mesmo nome dado pelos militares aos militantes; o que mostra bem o lado em que o jornaleco se coloca na questão}} ache ruim uma novela que traga o assunto à pauta.
Quando um assassino é preso o cúmplice também não gosta que se fale no assunto... vai que alguém lembra que o assassino teve um cúmplice, né?! A ditadura assassinou e torturou {{grupos de esquerda também assassinaram eu sei...}} e a folha foi cúmplice. Duvida? Veja o que diz a própria folha... {{não acredite em mim}}.
Deve ser o medo da associação "crimes dos militares - ajuda da folha" que o artigo de Fernando Barros e Silva {{linkado no começo deste}} termina com a frase:
Pergunto: onde é que falar da ditadura esbarra em 'adular' a presidentA ? Melhor não investigar a resposta, sob pena de carros emprestados para o DOI aparecerem no assunto...
Sob aspectos artísticos a novela tem diálogos sofríveis, isso é inegável. O autor {{dos diálogos}} parece buscar um didatismo que beira o ridículo para quem sabe um pouca da história e parece irreal para quem não sabe... um problema com boas intenções, é verdade.
A direção dos atores está anos à frente da direção dos atores de Passione, por exemplo. E séculos atrás da direção de atores de Insensato Coração, para comparar com a Globo, como quis Fernando.
A ideia, nada nova, de depoimentos ao final da novela serve para trazer o espectador de volta à realidade e lembrar que a novela cria ficção em cima de fatos concretos. Como novela é um belíssimo ato de coragem, o tema abordado. Como arte é, de fato, sofrível.
O enredo é bom, o tema é corajoso. Os atores são medíocres {{na real acepção da palavra, ou seja, na média}} e os diálogos terríveis. Mas eu assisto, porque dificilmente terei a chance de ver tanta coragem na televisão brasileira tão cedo.
Mas se eu tivesse o sobrenome Frias {{que fria!}} faria de tudo para adular o SBT. Vai que 'dá na telha' da emissora tocar em assuntos nem tão agradáveis, como os veículos utilizados pela ditadura e quem os fornecia, né?!
Diz o "crítico" da folha:
As novelas da Globo, que nos servem de referência, também são ruins.
Bem eu não sou lá dos maiores fãs da rede Globo, mas negar o óbvio é que é uma piada, exemplifico:
Atores vão ao Uruguai para promover 'Passione' e 'Viver a Vida' {{não acredite em mim}}E o óbvio diz que as novelas brasileiras são as melhores do mundo, sendo exportadas tanto para a Europa quanto para América Latina, atingindo status de linguagem universal, óbvio como dizer que os romances nasceram dos folhetins, igualmente criticados à sua época.
As novelas tem linguagem engessada, sabemos todos. Mas isso não tira o valor cultural delas, a frase "as novelas da Globo são ruins" beira o adolescente rebelde, sem causa definida. E olha que este que vos escreve achou "Passione" uma das piores novelas que já viu, em termos de direção de atores...
O artigo do autor da novela, em compensação foca apenas nos erros do 'crítico' da folha. E, por isso mesmo, tem grande acerto. Não ficaria bem ao autor criticar quem reclama dos aspectos críticos de sua novela; teríamos aquele 'ar' de "menino mimado". Coisa que não ocorre, como foi dito, pela boa retórica, baseada em fatos concretos. Diz o autor da novela:
O colunista Fernando de Barros e Silva errou ao avaliar a novela do SBT "Amor e Revolução" ("Aposta do SBT não vale como ficção nem como documento", Ilustrada, 10/4/2011).
Afirmou que "antes do golpe de 1964 (...) não havia guerrilha no Brasil". Mas não é o que diz Elio Gaspari, em "A Ditadura Derrotada", capítulo "Pelas Barbas de Fidel": "No início de 1962, uma nova organização esquerdista recebera a bênção cubana. {{não acredite em mim}}
Não é surpresa, contudo, que um jornal que chama militantes de esquerda em época de ditadura militar de terroristas {{não por acaso o mesmo nome dado pelos militares aos militantes; o que mostra bem o lado em que o jornaleco se coloca na questão}} ache ruim uma novela que traga o assunto à pauta.
Quando um assassino é preso o cúmplice também não gosta que se fale no assunto... vai que alguém lembra que o assassino teve um cúmplice, né?! A ditadura assassinou e torturou {{grupos de esquerda também assassinaram eu sei...}} e a folha foi cúmplice. Duvida? Veja o que diz a própria folha... {{não acredite em mim}}.
Deve ser o medo da associação "crimes dos militares - ajuda da folha" que o artigo de Fernando Barros e Silva {{linkado no começo deste}} termina com a frase:
Na novela com intenções edificantes do SBT, porém, adular a atual presidente parece mais importante do que esclarecer as massas.
Pergunto: onde é que falar da ditadura esbarra em 'adular' a presidentA ? Melhor não investigar a resposta, sob pena de carros emprestados para o DOI aparecerem no assunto...
Sob aspectos artísticos a novela tem diálogos sofríveis, isso é inegável. O autor {{dos diálogos}} parece buscar um didatismo que beira o ridículo para quem sabe um pouca da história e parece irreal para quem não sabe... um problema com boas intenções, é verdade.
A direção dos atores está anos à frente da direção dos atores de Passione, por exemplo. E séculos atrás da direção de atores de Insensato Coração, para comparar com a Globo, como quis Fernando.
A ideia, nada nova, de depoimentos ao final da novela serve para trazer o espectador de volta à realidade e lembrar que a novela cria ficção em cima de fatos concretos. Como novela é um belíssimo ato de coragem, o tema abordado. Como arte é, de fato, sofrível.
O enredo é bom, o tema é corajoso. Os atores são medíocres {{na real acepção da palavra, ou seja, na média}} e os diálogos terríveis. Mas eu assisto, porque dificilmente terei a chance de ver tanta coragem na televisão brasileira tão cedo.
Mas se eu tivesse o sobrenome Frias {{que fria!}} faria de tudo para adular o SBT. Vai que 'dá na telha' da emissora tocar em assuntos nem tão agradáveis, como os veículos utilizados pela ditadura e quem os fornecia, né?!
Desnecessário dizer que Aécio perdeu a carta de motorista, parado que foi numa Blitz da Lei Seca no RJ {{ele não era senador pelo estado de Minas Gerais?! Vai ver que a comida é melhor no Leblon...}}. Ainda mais desnecessário é a pergunta que se faz: "Estava bêbado ou não?!"...
Como bem disse @Eduguim em seu blog:
Por conta dessas contradições e brigas é que atribuo o novo partido do Kassab como um partido da nova oposição... com o filme queimado como a oposição está o melhor para alguém que não apoia o governo é dizer que é de centro mesmo...
Como bem disse @Eduguim em seu blog:
O caso se agrava por um legislador se recusar a fazer o teste do bafômetro
Inútil também é a comparação feita entre alguns de nós, sobre a maneira como a imprenÇa tem noticiado o fato, sempre focando no vencimento da carteira e não na recusa do senador ao teste do chei bafômetro...
Todos sabemos o lado representado pela grande mídia, esperar outra coisa dela é mais que ingenuidade...
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| {{clica que aumenta, pode ser até WallPaper...}} |
José Erra certamente aprova a divulgação do estado etílico de Aécio... o fato que parece passar desapercebido é o desesperador desespero {{gostaram? Aulas de português gratuitas, só pedir...}} da oposição.
Ela, aparentemente, é incapaz de se unir em torno de um só objetivo. Quando FHC fez a tal coluna dizendo que a tucanada deveria desencanar do povo e ir em busca da classe média:
Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos.
Eu concordo com ele {{pasmem os senhores}}. A oposição, em minha humilde opinião tem de ir atrás de quem pode ganhar as eleições. A população brasileira tem um crescimento enorme da classe média {{ou nova classe média, como se costuma chamar}} e a classe pobre em muitos aspectos pensa e almeja ser a classe média...
Mas a minha opinião tanto faz, eu sou governo, não sou oposição... O fato é que a oposição não consegue falar a mesma língua...
O Kassab criou um partido novo, deixando o DEM às moscas {{o que pretende um partido cujo maior líder é ACM Neto?!}}. DEM que cogita a possibilidade {{para lá de atrasada}} de fundar-se ao PSDB, segundo o Estado de São Paulo:
A cúpula do partido avalia que o DEM não resistirá se ficar só com o governo do Rio Grande do Norte. O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), pediu socorro ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), na quinta-feira, ao mesmo tempo em que o presidente nacional do partido, senador José Agripino (RN), embarcava para Florianópolis para "segurar" Colombo. A despeito do esforço, a fusão com o PSDB voltou à pauta das conversas de dirigentes do DEM com governadores e líderes tucanos.
O PSDB continua com a tática pré-eleição de Dilma: Aécio x Erra . O DEM continua a se mostrar um apêndice do PSDB {{apêndice serve para quê mesmo? Diz a piada que para ser removido...}} e o PPS...
PPS expulsa integrantes...
Por conta dessas contradições e brigas é que atribuo o novo partido do Kassab como um partido da nova oposição... com o filme queimado como a oposição está o melhor para alguém que não apoia o governo é dizer que é de centro mesmo...
Plenário D. Pedro I - Manhã - Educação na blogosfera
Já começou!!.
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Plenário Tiradentes - Manhã - Sustentabilidade e Blogs
Já começou!!
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Manhã
Tarde
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imprena on livestream.com. Broadcast Live Free
Quem acompanhou ao vivo sabe que houve um apagão, certamente causado por alguma pena azul, que infelizmente impossibilitou a primeira parte da gravação... a segunda parte, pós apagão, está aí, para que todos possam assistir...
imprena on livestream.com. Broadcast Live Free
O metrô de São Paulo anda exibindo uma homenagem ao aniversário do Golpe Militar de 64. Exatamente, não escolhi as palavras erradas, não foi um vídeo em lembrança do golpe, com intuito histórico, é uma homenagem... Não acredita em mim? Nem é para acreditar... assista {{tem menos de 20 segundos e não tem som...}}:
Repare no desenrolar das imagens... São quadros...
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| Clica que cresce... |
Ou seja, contextualização é coisa do passado. A questão é que o Jânio Quadros se aproximou ao comunismo {{ninguém ia querer criancinhas sendo comidas por aí, né?!}}, depois ele renuncia, chega o Jango, uma crise e os militares assumem o poder...
E eu achando que tinha sido algo ruim esse tal de golpe de 64...Não, não dá para brincar com isso.
Caso você, como eu, tenha nascido depois do golpe, serei didático, ok?! O golpe de 64 foi mais parecido com este tipo de imagens:
Batuta, os milicos vieram para solucionar uma crise econômica e social!!!
E eu achando que tinha sido algo ruim esse tal de golpe de 64...Não, não dá para brincar com isso.
Caso você, como eu, tenha nascido depois do golpe, serei didático, ok?! O golpe de 64 foi mais parecido com este tipo de imagens:
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| Esse aí é o Vladimir Herzog exercendo sua liberdade de expressão |
Caso seja você um leitor bem informado permita-me lembrá-lo {{caso não seja apenas leia e passe a ser informado}} quem foi Vladimir Herzog....
Vlado Herzog (Osijek, 27 de junho de 1937 — São Paulo, 25 de outubro de 1975) foi um jornalista, professor e dramaturgo nascido na Croácia (à época ainda parte do Reino da Iugoslávia), mas naturalizado brasileiro. Vladimir também tinha paixão pela fotografia, atividade que exercia por conta de seus projetos com o cinema.Passou a assinar "Vladimir" por considerar seu nome muito exótico nos trópicos.
Vladimir tornou-se famoso pelas consequências que teve de assumir devido suas conexões com a luta comunista contra a ditadura militar, autodenominada movimento de resistência contra o regime do Brasil, e também pela sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro. Sua morte causou impacto na ditadura militar brasileira e na sociedade da época, marcando o início de um processo pela democratização do país.Segundo o jornalista Sérgio Gomes, Vladimir Herzog é um "símbolo da luta pela democracia, pela liberdade, pela justiça."
Vladimir Herzog, como pode-se ler na folha de São Paulo da época, ele 'foi suicidado':
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| {{não acredite em mim - nem neles...}} |
O suicídio, pode ser descrito da seguinte forma:
No dia 25 de Outubro, Vladimir foi encontrado enforcado com a gravata de sua própria roupa
Claro que você pode dizer que foi isso mesmo... e depois esperar o papai noel chegar, em plena páscoa.
Vladimir Herzog é apenas um dos milhares de exemplos que podem ser encontrados... eu, particularmente soube da ditadura pelo relato de minha mãe, que foi torturada. Ela não tinha nenhuma convicção política à época. Hoje é de esquerda, radical.
O fato, polvilhos, é que quando o metrô de São Paulo resolve tratar desta questão da ditadura não pode dar nenhuma margem a interpretações diferentes da realidade. É de um passado recente que estamos falando. Nossa presidentA, foi torturada por este regime. E, por mais que o vídeo em questão seja 'apenas' a 1ª parte de três, o vídeo em questão é o único que trata das razões pelo golpe...
Qualquer busca menos idiota pela internet encontrará alguma ligação com os Estados Unidos, que sequer foram citados no metrô.
De boas intenções o inferno está cheio
Lembra do ditado? Pois é. Quando você resolve tratar da ditadura, simplesmente não dá para tentar alguma contextualização em menos de 20 segundos como o caso foi tratado pelo metrô. O desrespeito aí não é apenas com a presidentA da nação ou com a minha mãe. É um desrespeito histórico. Um desrespeito ético e moral.
É justamente a visão de que 'os militares tomaram o poder para resolver uma crise' que leva o Bolsonaro a elogiar a ditadura. É justamente a falta de educação das pessoas que leva um golpe militar a ser incentivado.
É inaceitável. Fim.
Ah, sim, hoje, dia 1º de abril, é dia da mentira e foi o 1º dia de golpe militar no Brasil, 47 anos atrás.
Quisera eu que fosse uma piada...

























