Inicio este pequeno texto pontuando duas coisas:
1º As mortes por
AIDS no país não diminuíram por igual em todos os segmentos da população:
alguns morrem mais que outros e isto está intimamente ligado ao acesso e possibilidade
de atendimento.
Vivemos num país homofóbico (as estatísticas mostram que
somos o país com maior número de assassinatos por homofobia do mundo) e preconceituoso onde Estado e Religião estão longe de ser
Instituições independentes. Aqui para jovens gays e travestis o atendimento
depende do ACOLHIMENTO, o que vale dizer, da reação da pessoa concreta que está
na porta de entrada do Sistema Único de Saúde.
2º A AIDS cresce vertiginosamente entre a
população jovem homossexual. Os dados demonstram isto e já há algum tempo. Isto
acontece entre outros fatores não menos importantes, pelo fato de que a
prevenção das DST e AIDS passa também pelo ACESSO a todas as formas de informação e CONDIÇÕES de
realizá-la.
Grande parte da vulnerabilidade do jovem gay reside no fato
de que ele não consegue SER entre os seus pares, não vê possibilidade de
aceitação ao revelar sua orientação sexual, vive no anonimato da sua sexualidade,
não tem escuta e, na idade onde o pertencimento é crucial, não se vê
pertencendo a lugar nenhum (falo aqui de apenas alguns aspectos pois a questão
é muito maior e mais complexa)
Numa sociedade predominantemente (ou melhor, socialmente
instituída de predominância) heterossexual (quem é que acordou um dia e decidiu “optar “ pela heterossexualidade ao
invés da homossexualidade e vice e versa?); a ESCOLA é um espaço privilegiado para a implementação de
programas e projetos de Prevenção porque entre outras razões é a
instituição cuja meta e objetivo são a “formação do educando para o exercício
da cidadania na direção de uma sociedade mais justa ”.
Dessa forma o projeto “Escola sem homofobia” - cuja origem
se deu em 2003 no escopo do projeto Saúde e Prevenção nas escolas – vem de
encontro a necessidade urgente de se diminuir a vulnerabilidade do jovem e ou adolescente gay (embora o projeto tenha
objetivos mais amplos que este) na
medida em que além de aumentar o grau de informação à respeito da ORIENTAÇÃO
SEXUAL , contribui para a diminuição dos pré – conceitos a respeito da homossexualidade .
O direito do Governo
Federal de rever, adequar,
ajustar , um material antes de distribuí-lo é justo, normal e não causaria
celeuma. O que causou perplexidade, revolta e decepção foi a alegação dada para isto : ao dizer que o “governo não fará propaganda
de uma opção sexual” a Presidenta
reproduziu o argumento utilizado pelo setor mais reacionário, homofóbico e preconceituoso do
país e utilizado até hoje para também
barrar QUALQUER INICIATIVA DE DISCUSSÃO NAS ESCOLAS DE PROJETOS ABORDANDO EDUCAÇÃO SEXUAL POIS, INCENTIVARIAM (OS) AS ADOLESCENTES E JOVENS A FAZER SEXO PRECOCEMENTE!
A utilização deste argumento fortalece este setor e isto
sim, estimula o preconceito e a
discriminação ao tempo em que fragiliza o campo democrático e seus atores .
O recuo do Governo Federal, expresso nestas palavras,
condena a morte centenas de jovens do
país, os mesmos a quem se quer dar “A
EDUCAÇÃO DE QUALIDADE “ .
Um governante não pode se dar ao luxo de ser mal assessorado
em questões tão sensíveis: não estamos mais na campanha eleitoral onde frases
infelizes são colocadas na conta da necessidade eleitoral, no contexto da campanha. Agora é vida real, e na vida
real, feridas deixam marcas, a história cobra o preço e vidas são perdidas – inexoravelmente!
Escrevo na certeza de que
o apoio ao governo precisa
passar quando em vez , pelo papel de “grilo falante ”
Viva a vida que ela é urgente !
Teresinha Pinto é biomédica, pedagoga, autora do livro: "Educação Preventiva: Teoria e Prática" e ex-consultora da UNESCO
Participei no dia 26 de uma mesa no Festival YouPix, em São Paulo, sobre redes sociais transformadoras, focando no trabalho do Global Voices Online, nas revoluções árabes, nas ferramentas como Twitter e Facebook como ferramentas de mobilização e ainda sobrou um tempinho para assustar a platéia falando sobre o AI5Digital/Lei Azeredo com o HADOPI francês a título de ilustração.
A mesa, que contou ainda com a participação do Renê Silva do @VozdaComunidade e do consultor da UNICEF (o cara mora na Zâmbia, tem que respeitar!!) João Felipe Escarpelini, foi bem interessante, mas claramente destoava do resto do evento. Ponto positivo e também negativo.
Curiosamente o auditório estava cheio, seja pelo interesse de muitos em escutar um tema que raramente se preocupam, seja porque logo depois no mesmo auditório haveria uma apresentação do Rafinha Bastos (com o mesmo humor preconceituoso e desnecessário) e de um grupo de humor que não recordo o nome. Mas, o que importa é que estava cheio e acredito que ao menos meia dúzia possa ter parado pra pensar naquilo que foi dito.
Falei basicamente o que venho repetindo no meu blog e em conversas com ativistas: Precisamos atrair um público diferenciado, buscando mostrar que a política institucional não representa a totalidade da prática política.
É preciso ensinar que política não é apenas partido, não é apenas os absurdos que vemos na TV sobre o congresso, e sim que TUDO que nos cerca é política.
Casos como o AI5Digital interessam à toda comunidade blogueira, seja ela "progressista" ou voltada para o humor. Aliás, estes últimos talvez sejam os mais atingidos pela censura na rede e pelo fortalecimento pretendido pelo MinC das regras de Direitos Autorais, pois vivem de mashups, de pegar vídeos, músicas e imagens sem se preocupar com autoria alguma.
Se blogueiros políticos são censurados por suas opiniões, os blogueiros de humor e "probloggers" podem ser censurados apenas por abrir um blog, já que a maior parte de seu conteúdo está longe de ser original.
Apesar da aparente receptividade ao que eu falei, não tenho grandes expectativas. Me contento se meia dúzia pelo menos parar para pensar. Ao menos quando falei da regra dos três strikes da lei HADOPI ouvi um "oooohhhh" uníssono na platéia. A idéia de ficar sem internet assusta.
Em muitos casos, infelizmente, a reação só surge quando e perde algo que interessa diretamente. É parecido com a "campanha" Preço Justo do Felipe Neto, onde a preocupação com os altos impostos se dá apenas porque ele quer comprar um iPad e custa caro. Não interesse se os preços dos alimentos cresce sem parar, a inflação... É o "umbiguismo" padrão de uma juventude alienada.
Mas, em geral, o evento era absolutamente vazio de propósito, ou melhor, era voltado para o humor, para o endeusamento de pseudo-celebridades da web e uma louvação a algo tão abstrato quanto a "cultura nerd" - que de underground e subversiva passou a ser objeto de idolatria consumista.
Claro, a vida não se resume à "coisas sérias", é ótimo que as pessoas se divirtam, mas me incomoda tanto patrocínio, tanto dinheiro investido em algo que, no fim, não resulta em nada prático, em propostas, em conclusões. É o circo pelo circo.
Sim, pode ser divertido, mas acredito que devemos priorizar, e o momento agora é o de se mobilizar para que a rede permaneça livre, e pelo que vi, 99% das pessoas presentes (sim, uma estatística furada, mas não duvido que seja por aí) nunca havia ouvido falar no Azeredo - ex-Senador e agora Deputado Federal responsável pela Lei Azeredo, apelidada de AI5Digital, cujo objetivo é o de censurar a rede.
A internet informa, mas você precisa ir atrás da informação. A maioria não vai.
Isso demonstra a IMENSA necessidade da militância pela rede livre se aproximar desses grupos. E acho que a fórmula de colocar uma mesa aparentemente desconectada do resto do evento, com teor mais politizado e militante tenha sido uma excelente sacada - aliás, a organização do evento estava muito boa, não posso nem devo reclamar -, uma forma de enfiar à força uma idéia, uma semente, nas cabeças da maioria de adolescentes presentes.
Precisamos sair do nosso círculo de conforto. Sim, maravilha que somos organizados, que temos contatos e apoio de parlamentares e etc. Mas precisamos também de ampla mobilização popular, sem exclusões. E o público do YouPix, por exemplo, usada a linguagem correta, pode ser um importante aliado, com a vantagem de não precisarmos mastigar termos mais "nerds", mais ligados à internet e cibercultura, pois este público conhece bem.
O que precisamos é tentar adequar a linguagem política ou mesmo politizada, explicar que política não é só votar, não é só o Sarney (claro que o #ForaSarney foi citado e eu respondi logo ser uma piada mobilizada pela mídia), que é MUITO mais do que isso.
O nosso desafio não é exatamente explicar como funciona a rede, mas dizer que ela está em perigo e porque.
E apresentar soluções. Mas numa linguagem que consiga trazer a política à esse público, desacostumado a isso. Um público que, apesar dos blogs, apesar da rede, continua tendo na grande mídia sua maior fonte de "informações", quando muito! É preciso um trabalho de formação política, de politização desse público.
Este é o nosso desafio.
Raphael Tsavkko Garcia, jornalista e blogueiro. Escreve o Blog do Tsavkko - The Angry Brazilian.
![]() |
| Adivinha quem está falando? |
A pesquisa de Venturi e Paulino (1995) percorreu todo o território brasileiro e constatou que 89% dos brasileiros reconhecem a existência de preconceito racial, porém apenas 10% assumem ser preconceituosos. O resultado remete a célebre indagação do movimento negro "Onde você esconde o seu racismo?".
São muitas e bastante elaboradas as formas de encobrir os discursos e práticas de discriminação. A condenação moral e judicial por práticas racistas tem aumentado a pressão pelo politicamente correto, o que faz com que o racismo seja expresso de modo mais disfarçado. Atribuir o preconceito ao outro (povo brasileiro) e negá-lo individualmente é, portanto, uma das novas formas de expressão do racismo. Outra maneira de expressar "cordialmente" o preconceito, segundo Todorov (1999), se dá pela negação ou desvalorização da identidade do outro e pela supervalorização da própria identidade. Nesse último caso, não há necessidade de atribuir traços negativos à população afrodescendente, basta supervalorizar a cultura branca. Já Sears e Kinder (1971), apontam para as formas de racismo simbólico, isto é, são defendidos valores igualitários, mas não políticas baseadas nesses valores. O programa de cotas raciais no Brasil ilustra bem esse exemplo.
Argumentos que desafiam jovens afrodescendentes a ter a mesma pontuação que os brancos no vestibular e colocam em xeque a capacidade intelectual de quem passa no exame pelo sistema de cotas, são exemplos dessas novas formas de preconceito mascarado. Ignoram as Estatísticas que mostram que entre o branco e o negro de escola pública existem diferenças cruciais que dificultam a permanência na escola ou a continuidade dos estudos, daquele cuja família provavelmente tem o salário e o tempo de estudos menor do que a família do branco. Ignoram no passado não tão distante, a violência a que foi submetida o povo negro, que perdeu seu nome, sua família, sua língua, seus costumes, sua liberdade. Ignoram a violência física, sexual e psicológica a que muitos não resistiram. Por fim, ignoram que essa exploração foi feita pelos seus antepassados brancos. Negar as especificidades da população negra em relação à branca implica em rejeitar uma realidade de discriminação e esquecer um passado a ser reparado.
Anulando as diferenças entre negros e brancos, pretende-se isentar o branco de culpa pela desigualdade racial, o que permite evitar a explicitação do preconceito. Bolsonaro – para utilizar um exemplo atual – ao dizer que não seria operado por um médico cotista, tenta encobrir o seu racismo pelo discurso da meritocracia cujo pano de fundo seria uma (in)existente igualdade de oportunidades, o que leva ao equivocado raciocínio de que a dificuldade de ascensão econômica e social dessa população é uma questão de (in)competência individual.
Casos como o de Bolsonaro, mostram que a política de cotas além de ser um programa bem sucedido de inclusão social, tem o papel fundamental de promover o debate sobre a questão racial e abrir espaço tanto para o combate do mito da democracia racial quanto para desvelar formas de discriminação – no caso dele estão escancaradas.
Entretanto, se engana quem pensa que somente a ascensão econômica e social põe fim à discriminação racial. O estudo documental de Santos (2005) aponta para a vinculação feita entre África e inferno, trevas e cor preta, Satanás e o negro. Enquanto a cor branca sempre esteve associada à pureza, razão e civilidade; a cor preta tem o sentido oposto. O preconceito, portanto, também está associado à cor da pele já que a cor preta, por si só, é estigmatizada.
O que acontece então com negros bem sucedidos? Sofrem menos discriminação? Basta lembrar os casos de jogadores de futebol chamados de “macaco” em campo para saber que não. O que pode atenuar a manifestação do racismo em relação a negros que ocupam posições de destaque é a quase invisível, mas muito difundida, ideologia do branqueamento. Adorno (1996) analisou os boletins de crimes violentos e verificou que conforme o réu era inocentado, sua cor mudava nas descrições (podia começar negro e tornar-se moreno claro ou branco). Em outras palavras, por não corresponderem ao estereótipo racista de pobre, bandido e mau caráter, negros que tem sucesso profissional/social são embranquecidos.
Contudo, há uma luz no fim do túnel. Além da eficácia de políticas públicas que visam não apenas reparar, mas também viabilizar a identificação de racismo enrustido; pesquisas mostram que um dos principais mecanismos de defesa contra as marcas de discriminação que a população negra carrega em sua história, seria trabalhar as especificidades do povo negro - justamente o que o mito da democracia racial tenta encobrir.
O estudo comparativo de Júnior e Vasconcelos (2005) com crianças sergipanas residentes na periferia e no quilombo apontou para o fato de que apesar da ideologia do branqueamento operar em ambas as residências, no quilombo as crianças tinham menos atitudes de esquiva em relação à autoimagem do que as crianças da periferia, já que eram estimuladas a explorar aspectos positivos da cultura e origem do povo negro. Outras pesquisas como a de Seaton, Yip e Sellers (2009) concluem o mesmo: a identidade racial bem trabalhada fortalece a autoestima.
Diante de tantas formas camufladas de discriminação, é imprescindível colocar o preconceito no divã. Ele não é do outro, é nosso. Está enraizado em brancos e negros. Finalizo não com teorias sobre a reprodução da hegemonia branca pela escola e mídia alicerçadas aos interesses da classe dominante. Talvez a transcrição de um trecho de uma entrevista com uma dessas crianças negras residente da periferia de Sergipe seja mais convincente em mostrar que devemos nos responsabilizar, inclusive, por esse preconceito introjetado, que deixa marcas pouco visíveis aos olhos de quem não ousa combater o próprio preconceito.
Entrevistador: Como você se vê: negro, índia, branca ou outra coisa?
Criança: Morena
Entrevistador: Você gosta de ser assim?
Criança: Gosto.
Se pudesse mudar você mudaria?
Mudaria. [Demorou um pouco e fechou os olhos]
Eu seria branca, tio.
Renata Winning é estudante de Psicologia - PUC SP, estudiosa do tema. O texto foi adaptado especialmente para o blog ImprenÇa. As referências bibliográficas podem ser obtidas através de pedido pelo formulário de contato.
Da mesma autora:
Querendo a imprenÇa ou não, as novas mídias chegaram e conquistaram seu espaço como fontes de informação importantes para uma boa parcela de seu público. Agora, ela tem que aprender a lidar com essa coexistência e sobreviver na era onde a Internet e os gadgets cada vez mais substituem o papel - em ambos os sentidos - da geração da banca de jornal.
Para entender a relação entre a imprenÇa e as novas mídias, é fundamental saber um pouco de como estas surgiram, cresceram e apareceram.
Meados da década de 90:
- Primeiras páginas pessoais, diários ou livros de anotações online, como esse de 1994;
- Em 1997 ganhou o nome de weblog;
- Mais tarde simplesmente blog, em 1999, mesmo ano em que o Blogger foi criado.
Até aqui, a imprenÇa mal se preocupava com a Internet. O acesso, no Brasil, ainda era bastante restrito e por isso mesmo era uma curiosidade a se apresentar em matérias sobre tecnologia.
Anos 2000 até 2006:
- Crescimento vertiginoso, milhões de novos blogs de políticos, jornalistas, acadêmicos e qualquer outro tipo de pessoa com um teclado na mão e uma ideia na cabeça (que Glauber Rocha me perdoe);
- Surgimento da figura do blogueiro profissional, que ganha por posts e outros que são contratados e vivem disso;
- Blogs passam a ser fontes primárias de notícias para uma parte cada vez maior do público na Internet;
- A partir de 2004, criação e expansão de Orkut, Facebook e do conceito de redes sociais.
Aqui nesse período começa a reação da imprenÇa ao novo meio, no início a criação de sites simples, depois mais dinâmicos e por fim convencidos a entrar na roda da blogosfera, mas ainda ignoravam a novidade das redes sociais, que as tratavam em suas matérias com maior ou menor desprezo:
"[...] foram contaminados por uma praga que surgiu na internet [...]" - Fanático Show da Vida, sobre o Orkut (01/08/2004)
Até aí pelo menos atrasaram "só" alguns meses para noticiar a criação da rede, sinal de que estavam mais ligados no que acontecia na Internet, mas que era algo ainda secundário a eles em importância. Enquanto isso os blogs de membros da velha guarda eram criados - Nassif e Reinaldo Azevedo, em 2005 e 2006, começaram os seus - as redes sociais se popularizaram e se tornaram o assunto da vez para o público.
Anos 2007 e 2008:
- Os blogs (de informação e opinião) aqui já se tornaram melhores e mais confiáveis que os veículos tradicionais;
- Blogueiros especialistas em seus nichos, ou com atuação política, já se tornam nacional ou internacionalmente conhecidos.
- Surge o Twitter, com seu serviço de (micro)blog unido à estratégia de manter uma rede de contatos, como nas redes sociais.
Nesse período a imprenÇa começa a perder a queda de braço para manter seu status quo e se volta a duas linhas: passam a criar e manter blogs institucionais e de seus funcionários por um lado; por outro, iniciam o uso de sensacionalismo em cima de incidentes envolvendo usuários de redes sociais, blogs ou outros recursos na Internet. Também aumenta a quantidade de matérias sobre a rede, mas sempre tratando como território novo, estranho, em vez de desmistificar seu uso.
Atual, 2009 até hoje:
- Explosão do uso de dois serviços em especial: Twitter e Facebook, integração do uso dos dois como ferramenta de divulgação de blogs, pessoas, artistas, produtos, serviços etc;
- Novos modelos de distribuição de conteúdo digital, em smartphones e tablets (ex: iPhone e iPad);
Mensagens curtas e divulgação de conteúdo de maneira viral e em tempo real: a era do "Aqui e Agora" (sim, referência) foi criada por Twitter e Facebook. As pessoas criando, consumindo conteúdo e se comunicando instantaneamente, na hora e local que desejam, se desligam aos montes de boa parte da velha imprenÇa. Apenas os veículos que souberam se adaptar e usar adequadamente as novas ferramentas é que conseguiram fidelizar seu público. Algumas mídias, especialmente o jornal impresso, vem decaindo e já sofreram as primeiras baixas por morte natural, como o Jornal do Brasil.
Mas afinal: a imprenÇa entendeu as novas mídias ou não? A resposta é: talvez.
O fator de informação em tempo real, de qualquer lugar para qualquer lugar do mundo, foi um golpe duro para ela, mas no geral a recuperação veio, no uso dos formatos e linguagens da Internet (blogs, redes, twitter). O grande problema, para eles, é que os velhos formatos de mídia estão desgastados e dificilmente vão se recuperar: mais cedo ou mais tarde os impressos e a TV como é hoje vão ter seu fim oficialmente decretado.
O outro fator a se levar em consideração é que a Internet e suas ferramentas permitiram finalmente que o usuário, leitor, pudesse se sentir parte do processo de criação e divulgação colaborativa de informações de todos os tipos, ao contrário da postura passiva que sempre adotou - por falta de opção - em relação aos impressos, rádio e TV.
A resposta da pergunta no título tem muito mais a ver com esse último ponto: as pessoas já aprenderam que podem sim participar de toda a cadeia de produção da informação, se a imprenÇa simplesmente migrar de um formato de mídia antigo para o novo mas não mudar de atitude em relação ao seu público, ela possivelmente está fadada ao ostracismo. Nos resta esperar por esses próximos anos, quando afinal vamos ver se o processo de separação de joio e trigo jornalístico, ou se usarão as novas armas para fazer o grande público voltar a seguir da mesma maneira de antigamente.
--
Por Eduardo Miranda (@eduardomps) - computeiro, blogueiro, twitteiro e viciado em informação e tecnologia.
Fala galera do ImprenÇa, sou o Maycon Mazzo do Esporte na Rede – O Blog do Torcedor. Fui convidado pelo Caipira Zé do Mér para falar de
um assunto muito delicado. “Mídia x Esporte”. Quem vai me ajudar nesse debate
de ideias vai ser o Pablo Rezende também redator do Esporte na Rede.
Aspectos Negativos (Por: Maycon Mazzo)
Infelizmente hoje a mídia não é a mesma de anos atrás, não
generalizando, mas é a verdade, muitas empresas que não cabem nos dedos da mão,
se for contar, inventam a maioria das notícias para benefício próprio, e
consequentemente prejudicam A ou B. Muitos esportistas já tiveram sua carreira
“acabada” pela invenção da imprensa.
Cito tranquilamente muitas delas nesta postagem, lógico que
vou citar mais adiante, porque, apesar disso ser um blog, não deixa de ser “À
parte da mídia”, e a mídia vive de? - Ibope é claro. Portanto vamos deixar para
citar os malfeitores daqui a pouco, primeiro o suspense, depois a verdade dita
como deve ser.
Quem nunca assistiu pelo menos uma vez na vida o programa “TV
Fama”? - Sim, é um lixo de programa, porém “bomba” no ibope da Rede TV por ser
em horário nobre, digamos que bomba pelo tamanho do Canal, que é novo ainda, ou
seja, com sete pontos de audiência o dono da Rede TV já vai ao orgasmo. Quem
conhece aquela “laia” sabe que as notícias dadas lá são, na maioria, falsas para
apenas chamar a atenção do público; mulheres seminuas, entrevistas com as
mesmas mulheres de sempre, aquelas que você conhece bem, dos antigos BBBs da
vida.
Vou falar agora de outro programa da Rede TV, o “Programa
Pânico”, alguém lembra daquele programa no começo? - Era legal, matérias
engraçadas, ai atingiu a fama, e o que virou? - Publicidade, isso, virou
publicidade. Metade do programa é merchandising do mais barato.
Band: Não tem o que falar da Band, uma das piores emissoras
abertas do nosso país, vive em função de falar mal de alguém, principalmente no
Jogo Aberto, inventando notícias, falando meias verdades sobre tudo que acontece
no futebol, levando para lá ex profissionais do esporte apenas para ganhar
ibope, pois, que eu saiba, Denílson e Neto não tem diploma, muitos menos
terminaram o colegial, e querem apenas ganhar em cima do povo, e sobre as
propagandas naquele programa. Falam mais da TekPix do que do time do Santos.
E por fim vamos falar do Blog do Paulinho, [ Mídia sem Média
] {{não acredite em mim}}:
Não sei se a maioria conhece, bom vamos ao que interessa.
Vamos explicar corretamente o que vamos repassar, o blog do Paulinho é um blog
como qualquer outro, ele trata de assuntos esportivos, muito deles
investigativo, denunciando fraudes no futebol e etc.
Alguns dizem que o Sr. Paulinho comanda o blog a pedido do
Sr. Citadini, outros desconversam, outros chamam o mesmo Paulinho de Motoboy e
por ai vai. No texto abaixo confira como o mesmo Paulinho foi desmascarado, e
caiu na sua própria armadilha, querendo se dar bem inventando história pra boi
dormir.
Ele vive em função de inventar notícias, na noite anterior do
jogo Corinthians e Flamengo pela taça libertadores da América de 2010, oitavas
de final, segundo jogo no Pacaembu, pois bem. O jogo foi na quarta-feira
vencido pelo Corinthians, porém eliminado, bom, isso não vem ao caso, alguns
dias depois, um membro de um blog de “Humor” enviou um e-mail a este próprio
Paulinho alegando ter visto o Ronaldo na noitada, dia antes do jogo decisivo
contra o Flamengo na libertadores, notícia falsa é lógico, apenas enviou um
e-mail avisando que viu, não mandou foto, o Paulinho Motoboy também não
averiguou se a notícia era verdadeira, apenas postou em seu blog que Ronaldo
saiu aquela noite. Ou seja, Quase acabou com a carreira de “Ronaldo no Timão”,
isso só não aconteceu pois, o mesmo que enviou o e-mail ao Paulinho alegando
ter visto Ronaldo, postou e seu blog, a caneta que ele mesmo deu no Paulinho e
esse motoboy mordeu a isca e caiu como um pato. Confira a notícia em maiores
detalhes {{não acredite em mim}}.
Aspectos Positivos (Por: Pablo Rezende)
Século XXI e vemos o quanto nosso esporte brasileiro é grande
e focado pela mídia, seja futebol, vôlei, atletismo, basquete, entre outras
modalidades, a mídia está ali fazendo seu papel, destacar, alavancar o nosso
esporte, ou simplesmente omitir, brochar nosso desempenho.
Vemos tantos casos de emissoras de TVs, umas destacam demais,
acho isso produtivo, o expectador sente-se bem, feliz com os esportistas que
temos em nosso solo; já na contramão do esporte e da ética, algumas emissoras
omitem, dizem meias verdades, e isso cria uma revolta no telespectador, pois
ele acaba indo no que a matéria quer passar, mas nem sempre aquela é a verdade,
mas sim o que dá audiência, capitalismo meu caro.
O lado positivo, sempre se transforma em um legado, vemos
tantos casos, que a mídia transformaram o esporte em um hábito para o
brasileiro, como os jogos de futebol, quarta e domingo, as corridas de Formula
1, os jogos de basquete durante a semana pela NBB, as meia maratonas do Rio ou
de Sampa, a mídia faz o certo, anexa o esporte na vida do brasileiro, acabando
com o ditado que brasileiro só gosta de futebol; que no caso acho isso
totalmente errado, a mídia faz o seu trabalho e quem soma com isso somos nós e
o esporte brasileiro a cada dia crescendo mais.
Bom, é só isso, tomara que com isso conseguimos passar um
pouco pra vocês da verdade, do lado positivo e negativo da imprensa etc...
Em tempos de homem pagando mico para falar de feministas, o sensato Caipira reconheceu sua ignorância em relação ao termo feminazi e, pela primeira vez na história desse país, uma filha de Iansã invadiu o Imprença.




